Mistério: Paulista desaparece entre Parintins (AM) e Itacoatiara (AM)

Foto: Reprodução.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – O paulista Anderson da Silva Rocha, de 48 anos, está desaparecido desde o dia 05 de julho quando ele transportava um caminhão com destino Manaus (AM), na balsa Navebran, que tem como proprietário o Aroldo Barroso, para seguir viagem por estrada até Boa Vista (RR). Os tripulantes deram falta do caminhoneiro entre Itacoatiara (AM) e Parintins (AM).

De acordo com a mulher do desaparecido, Fátima Rocha, 40, ele saiu da cidade de Vila Regente Feijó, interior de São Paulo, onde moram, dia 24 de junho, seguindo por estrada até Santarém (PA). Ele saiu do município do Pará dia 02 de julho, mas perdeu a balsa que seguiria viagem e por conta disso embarcou na balsa Navebran, com o empurrado denominado Arco-íris, com destino Manaus (AM). Eles mantiveram contato até o dia 03 de julho por meio do Whatsapp pela parte da manhã. Ainda segundo ela, devido o local ser de difícil comunicação, as mensagens de seu marido demorava para chegar. “A tarde mandei mensagem para ele às 15h27 e essa mensagem foi visualizada às 15h53”, disse.

Já pela parte da noite do mesmo dia, Anderson passou a não visualizar mais as mensagens de Fátima. “Depois mandei mais uma mensagem a noite que eu vi que foi, mas não foi visualizada e depois no outro dia de manhã, às 07h12, mandei outra mensagem e também foi não visualizada e comecei a ficar preocupada, mas na mensagem anterior ele falou que ia pegar um trecho ruim de comunicação”, relatou Fátima.

Na embarcação estava somente Anderson, o capitão e mais dois tripulantes que disseram a Fátima que viram o paulista pela última vez no sábado (4), às 18h, durante o jantar, e deram falta dele no domingo (5) pela manhã, por volta das 8h30, quando navegavam pela comunidade Mocambo da Costa do Paraná. Além disso relataram a ela que não houve briga, não encontraram sinais violência e nem o empurraram da embarcação.

O celular, carteira, roupa, entre outros pertences de Anderson foram encontrados no interior do caminhão que ele estava responsável. “É muito estranho”, falou a companheira do paulista.

Fátima conta que a tripulação disse que reduziu a velocidade para procurar Anderson na balsa, mas não tiveram sucesso e não retornaram para procurá-lo. Ela afirma que ele sabia nadar. A partir disso a tripulação acionou a Capitania dos Portos que fizeram buscas pelo rio, mas também não o encontraram.

Ela disse ainda que os tripulantes registraram o Boletim de Ocorrência na delegacia de Itacoatiara (AM) dia 08 de julho informando o desaparecimento de Anderson, além de procurarem nos hospitais e no Instituto Médico Legal (IML).

Para ela o que causa mais estranheza é que os tripulantes também disseram que Anderson se manteve isolado dos demais e ficou maior parte do tempo dentro do caminhão pois nele tem ar-condicionado e no local fazia muito calor. Segundo Fátima, se manter afastado não é do perfil de Anderson pois ele é comunicativo e faz amizade fácil.

Ela disse ainda que a embarcação estava de forma irregular e acredita que seu marido está desaparecido desde o dia 03 quando ele passou a não responder mais suas mensagens, ao contrário da data informada pela tripulação. “Essa incerteza de não saber o que aconteceu está acabando com a gente. Também quero relatar que estávamos bem, ele estava trabalhando, eu trabalhando, as contas estavam sendo pagas apesar da pandemia e não tivemos nenhuma briga”, falou.

Quem souber informações de Anderson podem acionar a polícia ou entrar em contato com Fátima pelo número (18) 99645-4898. “Preciso saber em que circunstâncias isso aconteceu. Preciso saber onde meu marido está”, desabafou.

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