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Moradores abandonam prédios em Manaus após tremor de terra na Guiana

Tremores foram sentidos nos bairros de Dom Pedro, Parque Dez, Ponta Negra e Adrianópolis.

Taxista volta para o prédio, com a esposa e a filha, após sentir tremor — Foto: Patrick Marques/G1

Moradores de Manaus passaram por um susto na tarde deste domingo (31). Construções da cidade sentiram o reflexo de um terremoto de magnitude 5,7 na Guiana neste domingo (31).

De acordo com o Centro de Operações Bombeiro Militar (Cobom), houve ligação para o 193 dos seguintes bairros: Dom Pedro, Parque Dez, Ponta Negra e Adrianópolis. Apesar do susto, não houve registro de feridos ou danos a residências.

Neste domingo, segundo o Centro de Sismologia da USP, houve também um tremor de terra registrado próximo à cidade de Calama, no norte do Chile.

Moradores deixaram prédios após sentirem tremores — Foto: Patrick Marques/G1
Moradores deixaram prédios após sentirem tremores — Foto: Patrick Marques/G1

Segundo o administrador de empresas Leonardo Rangel, de 29 anos, ele estava no apartamento em que mora com a esposa, no 16º andar de um condomínio na Zona Centro-Sul de Manaus. Por volta de 15h15, eles sentiram o tremor.

“Eu estava no sofá e senti uma tontura. Pensei que estava passando mal. Eu olhei para o lustre e vi que estava balançando muito. Olhei pra ela e perguntei se estava sentindo alguma coisa e ela falou que também estava sentindo balançar”, disse Rangel.

O casal contou que olhou pela janela e viu moradores de outra torre falarem para evacuar o prédio, pois a estrutura estava balançando.

“A gente desceu correndo. Não conseguiu pegar máscara, a gente até desceu descalço. A recomendação era de não usar o elevador, tivemos que descer pela escada. Foi um pânico”, relatou o administrador.

Moradores de prédio sentiram tremores em Manaus — Foto: Patrick Marques/G1
Moradores de prédio sentiram tremores em Manaus — Foto: Patrick Marques/G1

O taxista Moisés Marreiros, de 58 anos, também relatou que teve a sensação inicial de tontura. Ele contou que fez uma cirurgia há 13 dias para colocar cinco pontes de safena e a decida do prédio o deixou cansado.

“Quando chegou do meio da escada para baixo, eu já não conseguia mais andar. Fiquei cansado, mas consegui chegar. Pelo que entendo, a nova engenharia já se prepara pra situações como essa, até porque a nossa área aqui é uma das mais altas que tem na cidade. É a primeira vez que passo por isso”, contou Marreiros.

A servidora estadual Camila Farias, de 32 anos, contou que está grávida e achou que estava tendo um pico de pressão. Ela estava com a sobrinha no apartamento em que mora e ambas sentiram que era o prédio que tremia.

“Só deu tempo de correr com a roupa do corpo, peguei uma toalha e meus bichos. Fomos as primeiras a descer, quando acionou o alarme para todo mundo descer foi uma correria, todo mundo descendo com seus animais. A gente ficou aqui na rua do jeito que estávamos”, disse.

Parte dos moradores ainda ficaram na rua em que o condomínio fica por cerca de meia hora após o tremor de terra, antes de voltarem para os apartamentos após o susto.

Taxista Moisés Marreiros, — Foto: Patrick Marques/G1
Taxista Moisés Marreiros, — Foto: Patrick Marques/G1

Tremores de terra

 

Neste domingo, segundo o Centro de Sismologia da USP, houve também um tremor de terra registrado próximo à cidade de Calama, no norte do Chile.

Na Guiana, o de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor foi registrado a cerca de 40 quilômetros da fronteira com o Brasil, no estado de Roraima. O epicentro do terremoto estava a uma profundidade de 9,7 quilômetros, considerada relativamente rasa.

De acordo com a estimativa do USGS, o fenômeno pode ser sentido na maior parte da fronteira entre Roraima e a Guiana, inclusive em uma região próxima à capital roraimense, Boa Vista. A maior cidade brasileira próxima ao epicentro do terremoto, segundo o observatório, é Bonfim, a pouco mais de 80 km da origem do tremor.

Tremor na fronteira entre Guiana e Brasil — Foto: G1 Mundo
Tremor na fronteira entre Guiana e Brasil — Foto: G1 Mundo

Com informações do g1

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