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Moradores denunciam mortes por falta de ultrassom no Hospital de Coari

Moradores do município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus) denunciam que o Hospital Regional do município está sem aparelho para realizar o exame de ultrassom e, de acordo com eles, crianças recém-nascidas já morreram por conta do problema. Grávidas, familiares e amigos estão usando as redes sociais para se manifestar e afirmam estar com medo do atendimento médico que está sendo oferecido no local.

Segundo uma técnica em enfermagem de 33 anos, que pediu para não ter o nome divulgado por medo de represálias, o Hospital Regional está sem aparelho de ultrassom, e recentes mortes de recém-nascidos a preocupam. “Eu estou com muito medo, pois estou grávida de 33 semanas e a sala de pré-parto não tem aparelho de fazer ultrassom, e isso não pode acontecer”, disse.

O servidor público Hueilon Vieira, 26, se manifestou nas redes sociais após a morte da sua filha recém-nascida, na manhã da última quinta-feira (13), na mesma unidade, e diversos moradores da cidade relataram, na publicação, situações semelhantes. Em entrevista à reportagem, Hueilon Vieira informou que a demora no atendimento pode ter ocasionado a morte da filha.

“A minha esposa grávida de 39 semanas deu entrada no hospital, por volta das 7h, com fortes dores abdominais. Às 16h, minha esposa falou para o enfermeiro que tinha alguma coisa errada, a bebê tinha parado de mexer e ela estava sentindo muito frio, mas o enfermeiro disse que estava tudo normal. Somente por volta de 17h30, ela foi levada para a sala de parto e às 19h15 minha filha veio ao mundo sem vida”, relatou.

Ainda segundo Hueilon, o enfermeiro disse que fez o possível pela esposa dele, mas a esposa não ajudava, pois ela fazia força de forma errada. “Fizermos ultrassom normal e morfológico diversas vezes, e nunca foi apresentado nada de anormal, era uma criança saudável. Mas minha filha morreu no ventre da mãe sem oxigenação, pois passou do tempo de nascer. Cortaram ela, depois costuraram e depois cortaram de novo. Praticamente espremeram minha filha da barriga mãe, forçaram o parto normal, e ela nasceu morta, passou por reanimação mas já era tarde demais”, finalizou.

Segundo relatos de alguns moradores do município, o hospital também apresenta falta de itens básicos, como curativos, luvas para procedimentos médicos, seringas e esparadrapo. Procurada pela reportagem do Portal D24am, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) não se posicionou sobre as denúncias, através da assessoria de imprensa, até a publicação desta matéria.

Do d24

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