Morre professor parintinense, pesquisador de línguas indígenas brasileiras

O professor doutor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Frantomé Bezerra Pacheco, 51 anos, foi vítima de infarto e morreu, em Manaus, na noite deste domingo, (21/07). Ele passou mal, recebeu atendimento no Hospital Santa Júlia, onde desmaiou, houve tentativa de reanimação e faleceu.

Natural de Parintins, Frantomé Pacheco possuía graduação em Letras pela Ufam (1990), Mestrado e Doutorado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (1997 e 2001). Tem experiência na área de Letras (Língua Portuguesa) e Linguística Indígena. Professor Adjunto 4 na UFAM, atuou no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e no Programa de Pós-Graduação em Letras (Área: Estudos da Linguagem).

Suas pesquisas estão voltadas, principalmente, para o estudo das Línguas Indígenas Brasileiras, investigando os seguintes temas: Família Karíb – Ikpeng/Txikão; Tipologia Linguística – Fonologia, Léxico e Morfossintaxe; Linguística do Texto; Bilinguismo, Multilinguismo & línguas em contato na Amazônia.

Desenvolveu, igualmente, pesquisas sobre Políticas Linguísticas, Educação Escolar Indígena e Formação de Professores Indígenas em situações de bilinguismo e multilinguismo. Desde 2010, trabalhava como docente na Licenciatura Indígena “Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável” desenvolvida pela Ufam, em São Gabriel da Cachoeira.

“O seu engajamento com a causa indígena era também o engajamento com a luta na defesa da  universidade pública e de uma sociedade mais justa. Uma voz de luta sempre muito sensata que fará falta em tempos difíceis e desafiadores para quem faz pesquisa no Brasil”, descreve a Associação Brasileira de Linguística, em nota.

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