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Morte de treinador de handebol tem reviravolta e Polícia faz reconstituição do crime

Por Gerlean Brasil

Exatamente um mês após o assassinato do treinador de handebol, Ediney Andrade da Costa, 36 anos, as investigações da Polícia de Parintins chegaram ao autônomo Ironildo da Silva dos Santos, 25 anos, morador da Ocupação do Pascoal Alággio, como autor do latrocínio. O homicídio ocorreu na estrada do Parananema, no início da noite do dia 29 de abril. À princípio, o autor do crime confessou ter matado o treinador de handebol para familiares e amigos, antes de prestar depoimento para a delegada Alessandra Trigueiro.

Com essa reviravolta, Rômulo Monteverde Bentes de Lima, 23 anos, torna-se inocente no caso e aguarda decisão da Justiça de Parintins para ser solto, depois de passar um mês preso injustamente. Preso por roubo no dia 24 de maio, Ironildo dos Santos resolveu colaborar com as investigações policiais, entregou uma faca utilizada para tirar a vida de Ediney da Costa, além da bolsa onde guardou a arma branca, entre outros objetos. Uma reconstituição do crime deve ser feita pela Polícia Civil no local do assassinato.

De acordo com o investigador de Polícia Civil, José Maria Castro, desde a prisão do primeiro acusado, que alegou inocência, o inquérito avançou até aparecer um fato novo, a veracidade da autoria. “Em um trabalho minucioso e detalhado, conseguimos a confissão dele (Ironildo). Ele conhecia a vítima, com quem se encontrei logo cedo, e sabia onde o Edinei ia se encontrar com uma pessoa. Contou como abordou os dois quando estavam lá na estrada. Exatamente, como o rapaz que foi acusado e preso havia contado”, explica.
Conforme as investigações, o autor do assassinato se deslocou para o local onde Edinei da Costa estava acompanhado por Rômulo Monteverde. “Ele pensava que a vítima tinha dinheiro e queria o celular dele. Vai ter uma reconstituição desse caso. A Promotoria de Justiça vai ouvir mais algumas pessoas. Ouvimos testemunhas para, quando o inquérito for fechado, não restar mais nenhuma dúvida na autoria. Primeiramente, a gente ouviu o pessoal para quem o autor confessou para depois interrogá-lo e tivemos a confissão”, frisa.

Para a Polícia Civil, o primeiro acusado sempre negou os fatos e é inocente no caso, segundo as investigações da Polícia Civil, apesar de ter ficado preso preventivamente por um mês. “Graças a Deus, conseguimos tirar esse rapaz inocente da cadeia e vamos devolver o autor confesso, que está preso por roubo. A delegada já comunicou a Justiça de Parintins e já representou pela prisão dele (Ironildo) por esse crime. Fechamos esse caso com a autoria esclarecida”, declarou José Maria Castro.

Já Rômulo Monteverde aguarda decisão judicial para ser liberado da prisão. “Eu falei que era inocente desde o início e o culpado apareceu, graças a Deus. Quero agradecer a todos que me apoiaram e acreditaram na minha inocência. Quero dizer que foi sofrido ter ficado todos esses dias preso, acusado por um crime que eu não cometi. Estou feliz, porque o verdadeiro criminoso foi pego. Lamento a morte do meu amigo e treinador desde 2014. Tenho ele (Edinei) como um irmão para sempre no meu coração”, desabafou.

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