Morte no Hospital Jofre Cohen é apurada e negligência é negada

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Direção do Hospital Jofre Cohen abriram procedimento administrativo para apurar a morte do funcionário da Empresa Municipal de Trânsito e Transportes (EMTT), Gecivaldo Santos Silva, 39 anos, na tarde de segunda-feira, (17/06). A família da vítima de morte súbita cardíaca, em virtude de infarto agudo do miocárdio, responsabiliza a demora no atendimento médico.

“Meu irmão, com muita dor no peito, com falta de ar, sem poder falar muito, começou a pedir ajuda e ninguém se manifestou. Assim, ele ficou andando no corredor. O médico de plantão estava no horário de almoço e descanso. Fico revoltada. Quando viram que ele tinha morrido, foram fazer algo, mas já era tarde demais. Meu irmão era um pai de família, tinha sonhos, e, por negligência no hospital, meu irmão veio a óbito”, desabafou uma irmã de Gecivaldo Silva, sem revelar o nome.

Gecivaldo Silva teve morte súbita cardíaca, em virtude de infarto agudo do miocárdio.

Nesta terça-feira, (18/06), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Direção do Hospital Jofre Cohen lamentaram a morte do cidadão Gecivaldo dos Santos Silva nas dependências da unidade hospitalar. A direção administrativa negou veementemente a versão de negligência, difundida em meios de comunicação e em redes sociais.

Em nota de esclarecimento, informou que o paciente adentrou na unidade, sem acompanhantes, e já se dirigiu à emergência, onde ocorreu, segundo a Declaração de Óbito, morte súbita cardíaca, devido a um infarto agudo do miocárdio. O paciente, que relatou ter histórico de infarto anterior, deu entrada no Hospital Jofre Cohen às 12h44min, e o óbito foi confirmado às 13h45min.

De acordo com a Semsa e Direção do Hospital Jofre Cohen, todos os procedimentos possíveis foram adotados neste intervalo, entre os quais: monitoramento cardíaco, onde foi constatada arritmia grave. “Mesmo recebendo a medicação adequada, o paciente não respondeu. De imediato, o cardiologista procedeu a intubação e cardioversão para assistência cardiorrespiratória”, pontua.

“Houve, então, a parada cardiorrespiratória irreversível após várias tentativas de ressuscitação. Reiteramos o compromisso de tratar com atenção todos que procuram o sistema público de saúde local e que iremos tomar as providências necessárias referentes ao caso”, diz a nota de esclarecimento emitida para Semsa e Direção do Hospital Jofre Cohen.

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