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Mortes caem, mas agressões contra jornalistas aumentam em 2016 segundo ABERT

Na última terça-feira (21.fev.2016), a ABERT lançou a edição 2016 do relatório “Violações à Liberdade de Expressão”, com os casos de violência contra jornalistas registrados pela entidade no Brasil durante todo o ano de 2016.

O relatório, que acumula dados desde 2012, mostra que neste ano alguns indicadores bateram recorde: foram 67 agressões, 19 ameaças e 17 intimidações.

O total de casos de violência não-letal contra profissionais da imprensa aumentou 62% em 2016, se comparado com o ano anterior. Os únicos indicadores que diminuíram de 2015 para o ano passado foram de detenções e assassinatos.

O relatório explica os critérios utilizados para caracterizar cada tipo de violência e detalha cada ocorrência mapeada.

“Há uma dificuldade de compreensão do real papel da imprensa no estado democrático de direito. As empresas e os profissionais da comunicação não são os únicos prejudicados. A sociedade brasileira, como um todo, perde, pois deixa de ser informada. Além de infringir o direito constitucional de acesso à informação, qualquer ato de intimidação ou ataque ao trabalho jornalístico é uma ameaça à liberdade de imprensa e de expressão, um dos pilares da democracia”, afirmou o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, em coletiva à imprensa.

O relatório apresenta, ainda, dois capítulos tratados separadamente: os casos de violência contra a imprensa no período da Olimpíada e o acidente com o avião da Chapecoense.

 

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