-Publi-A-

Motim em presídio na Grande BH deixa nove feridos. Veja o vídeo da ameaça dos detentos

Detentos fazem motim no presídio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves

O motim no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deixou nove pessoas feridas. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), oito presos tiveram escoriações e um agente penitenciário teve um corte no supercílio. A rebelião começou por volta de 19h desta segunda-feira (16) e foi controlada quase sete horas depois, às 1h30, conforme o órgão.

Nesta manhã, a Seap informou que detentos de quatro pavilhões participaram do motim e queimaram colchões. Na última noite, a Polícia Militar (PM), havia dito que a rebelião ocorreu em três pavilhões. A secretaria afirmou que os detentos permaneceram encarcerados e que não houve fuga.

Militares foram encaminhados ao local por volta das 19h e entraram no presídio. Cerca de sete horas depois, a situação estava controlada, segundo a corporação. Na manhã desta terça-feira (17), policiais permanecem na penitenciária. Às 11h, o comandante da PM que estava no local, tenente-coronel Evandro Borges, informou ao G1 que os militares já haviam deixado o presídio.

Os detentos pediram a saída do diretor do presídio, Rodrigo Machado, e a melhora do tratamento aos familiares e aos presos, disseram representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), que estavam no local.

“Até a troca da direção, esse grupamento de intervenção rápida não fazia a atuação nos pavilhões 4, 5 e 6. E agora com a troca de direção eles voltaram a fazer essa intervenção, porque entendeu o diretor ser necessário. Uma cela com seis hoje aqui está com 15 a 20. Então ele achou que era uma situação drástica, uma situação que necessitava de grupamento de intervenção. Só que com a vinda desse grupamento, o índice de reclamações por agressões aumentou muito. Os presos relataram para a Comissão de Assuntos Carcerários hoje diversos números de agressões”, contou o presidente da comissão, Fábio Piló.

Em um vídeo que seria de detentos da penitenciária, um preso diz: “vai morrer muita gente, o massacre vai começar. Vai meter fogo em tudo”. As imagens foram postadas em uma rede social (veja o vídeo abaixo). A Seap disse que a direção do presídio vai apurar a presença de celulares no interior da unidada. A secretaria informou ainda que com a nova gestão da Dutra Ladeira, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) intensificou o patrulhamento interno e que está havendo mais rigor na disciplina, coibindo a entrada de celulares.

https://www.youtube.com/watch?v=3lKUfE9ILuE

A polícia cercou a penitenciária e homens do Batalhão de Choque entraram no presídio para controlar o tumulto. Bombas de efeito moral foram usadas pelos policiais. Segundo a PM, celas foram depredadas no pavilhão 4, mas não havia presos no pátio. “Eles atearam fogo nos colchões e jogaram esses colchões para o pátio. Após o pavilhão 4 se rebelar, o pavilhão 5 e 6 também se rebelou”, afirmou o tenente-coronel Evandro Borges.

O secretário adjunto da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), Robson Lucas, garantiu que o diretor da unidade, Rodrigo Machado, permanece no cargo. Ele negou que os presos estejam sofrendo agressões e afirmou que o motivo do protesto seria outro.

“Já no domingo a gente já tinha mensagens de Whatsapp circulando, dizendo que supostamente os presos estariam sendo submetidos a maus-tratos, o que não é verdade, e que, em razão dessa insatisfação e desses supostos maus-tratos, eles iriam se rebelar. Eu reitero que a verdade dessa insatisfação foi a retomada da legalidade, dos procedimentos operacionais que são definidos na legislação da secretaria, da nossa normatização”, disse o secretário adjunto.

A penitenciária abriga detentos em fase final de cumprimento de penas, em regime semiaberto. Cada pavilhão tem mais de 300 presos, segundo a secretaria.

A Seap disse, por meio de nota, que o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), o Comando de Operações Especiais (COPE), a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estiveram na unidade para conter a confusão. A secretaria informou ainda que os trabalhos terminaram às 5h, depois que as celas foram esvaziadas e a revista foi feita.

você pode gostar também