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MP ajuíza ação civil pública para anular aumento dos subsídios de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores de Urucurituba

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) ajuizou Ação Civil Pública (ACP) em desfavor do Município e da Câmara Municipal de Urucurituba requerendo que seja declarada nula a Lei Municipal nº 27 “A”, de 08/10/2020, que reajustou os valores dos subsídios pagos ao Prefeito, Vice-Prefeito, Vereadores e Secretários Municipais, no quadriênio 2021/2024.

A lei aumentou os subsídios do Prefeito e do Vice-Prefeito em 11,11%; dos Vereadores e dos Secretários Municipais em 40% e 30,95%, respectivamente, de modo que o subsídio do Prefeito passou de R$ 18 mil para R$ 20 mil, o de Vice-Prefeito de R$ 12 mil para R$ 14 mil, o dos Vereadores de R$ 5 mil para R$ 7 mil e o dos Secretários Municipais de R$ 4,2 mil para R$ 5,5 mil.

“Havendo sido aprovada sem observar o art. 21 da Lei de Responsabilidade Fiscal, é nula de pleno direito a Lei Municipal nº 27 ‘A’, de 08/10/2020, já que desrespeitado o prazo mínimo de 180 dias do término dos mandatos. Destaco, ainda, que os agentes políticos de Urucurituba desconsideraram por completo as crises sanitária e econômica que enfrentamos, em decorrência da pandemia da covid-19, reajustando os valores dos seus subsídios, cujo impacto financeiro nos próximos três anos será de R$ 1.768.000,00 (um milhão, setecentos e sessenta e oito mil reais), ou seja, R$ 589.333,33 (quinhentos e oitenta e nove mil, trezentos e trinta e três reais, trinta e três centavos) ao ano”, explicou o Promotor de Justiça Kleyson Nascimento Barroso.

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