Mulheres de coragem: agentes secretas que lutaram na guerra!

Mulheres de coragem: agentes secretas que lutaram na guerra! - A Executiva de Operações Especiais (Special Operations Executive, SOE) foi criada em julho de 1940, durante os primeiros dias da Segunda Guerra Mundial. Uma organização britânica secreta cujo o objetivo era conduzir espionagem, sabotagem e reconhecimento na Europa ocupada pelos nazistas, a SOE empregava, entre seus recrutas, dezenas de mulheres, muitas das quais foram alocadas na França invadida para realizar operações secretas perigosas. Ser capturada pelas forças alemãs significava morte certa. No entanto, em vez de serem dissuadidas pela ameaça de tortura e interrogatório, essas agentes demonstraram coragem e bravura em campo além do esperado. Todas entraram para a história por sua valentia e determinação contra um inimigo aterrorizante e impiedoso. Clique e descubra as destemidas mulheres, entre agentes e espiãs, que serviram durante a guerra.

A Executiva de Operações Especiais (Special Operations Executive, SOE) foi criada em julho de 1940, durante os primeiros dias da Segunda Guerra Mundial. Uma organização britânica secreta cujo o objetivo era conduzir espionagem, sabotagem e reconhecimento na Europa ocupada pelos nazistas, a SOE empregava, entre seus recrutas, dezenas de mulheres, muitas das quais foram alocadas na França invadida para realizar operações secretas perigosas.

Ser capturada pelas forças alemãs significava morte certa. No entanto, em vez de serem dissuadidas pela ameaça de tortura e interrogatório, essas agentes demonstraram coragem e bravura em campo além do esperado. Todas entraram para a história por sua valentia e determinação contra um inimigo aterrorizante e impiedoso.

Clique e descubra as destemidas mulheres, entre agentes e espiãs, que serviram durante a guerra.

Giliana Balmaceda (1910–?) –
Nascida no Chile, Giliana Balmaceda, também conhecida como Giliana Gerson, foi a primeira agente mulher da SOE a ser enviada para a França invadida pelos nazistas. Suas responsabilidades incluíam fazer uma lista de nomes e endereços de pessoas confiáveis que pudessem ajudar os Aliados. Pouco se sabe de sua vida após a Guerra. A foto, de um autor desconhecido, foi tirada em 2 de janeiro de 1940.

 

Levar e recuperar –
O desempenho do avião Westland Lysander da Força Aérea Real permitia aterrissagem em pequenas pistas improvisadas atrás das linhas inimigas, o que possibilitou missões clandestinas para deixar e recuperar agentes da SOE nesses lugares, especialmente na França ocupada com a ajuda da Resistência Francesa.

 

Virginia Hall (1906-1982) –
Uma espiã americana cujos codinomes eram Maria e Diana, Hall foi a primeira agente mulher da SOE a se estabelecer na França. Ela organizou grupos de resistência franceses e ajudava aviadores abatidos e agentes feridos a escapar. Hall era conhecida por usar uma perna artificial abaixo do joelho esquerdo, o que a fazia mancar. Os alemães lhe deram o apelido de Artemis, e a Gestapo (polícia secreta alemã) supostamente a considerou “a mais perigosa de todos os espiões aliados”. Hall conseguiu fugir da França no final de 1942 e trabalhou por um tempo em Madri, Espanha.

 

Lise de Baissac (1905–2004) –
Lise de Baissac nasceu nas Ilhas Maurício, e também foi uma das primeiras agentes femininas da SOE a entrar de paraquedas na França ocupada em 1942. De Baissac serviu como mensageira e oficial de ligação para a rede de cientistas da SOE, operando sob os codinomes Odile e Marguerite. Uma de suas responsabilidades era armar e organizar forças de resistência francesas. Ela sobreviveu à guerra e suas façanhas foram mais tarde lembradas no filme francês ‘Les Femmes de l’Ombre’ (2008).

 

Eileen Nearne (1921–2010) –
Eileen Nearne serviu na França ocupada como operadora de rádio para a rede Wizard da SOE sob o codinome Rose. Em 1944, ela foi presa e torturada pela Gestapo no quartel deles em Paris. Depois de ser transferida para um campo de trabalho forçado na Silésia (região entre Polônia e Alemanha), ela conseguiu escapar em abril de 1945 e foi supostamente escondida por um padre em Leipzig até a chegada das tropas americanas.

 

Odette Hallowes (1912–1995) –
Com o codinome Lise, Odette Hallowes trabalhou como mensageira na rede Spindle da SOE. Presa em 1943, ela sofreu interrogatórios brutais e foi enviada como prisioneira para o campo de concentração de Ravensbrück. Ela sobreviveu milagrosamente e se tornou uma das agentes mais célebres da SOE. Seu registro de guerra foi tema de um filme de 1950, chamado ‘Odette’.

 

Odette Hallowes (1912–1995) –
Nesta foto, vemos o General Marie-Pierre Kœnig (1898–1970), da Resistência Francesa, cumprimentando o chefe da seção francesa da SOE, Maurice Buckmaster (1902-1992). Entre eles está Odette Hallowes, na comemoração do 25º aniversário do Dia da Vitória na Europa

 

Krystyna Skarbek (1908–1952) –
Essa agente polonesa também era conhecida como Christine Granville. A façanha mais conhecida de Skarbek foi garantir a libertação de dois agentes da SOE de uma prisão alemã horas antes deles serem executados. A mulher que mais tempo serviu como agente britânica em tempos de guerra, no entanto, teve um fim trágico. Skarbek foi esfaqueada até a morte em 1952, em Londres, por um pretendente rejeitado e obcecado que foi, posteriormente, condenado à forca.
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