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Na contagem de Paulinho Faria, Garantido faz homenagem e alcança torcedores em várias partes do mundo

Eldiney Alcântara | 24 Horas
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Uma abertura com o som de memória, história e emoção. Foi na contagem do eterno apresentador, Paulinho Faria, que o Boi Garantido iniciou sua apresentação. O bumbá fez homenagem às vítimas da Covid-19 e à arte parintinense que foi celebrada na arena no Bumbódromo, na madrugada deste domingo, 27 de junho, na live do Festival Folclórico de Parintins, promovida pela TV A Crítica.

“Ouvir a voz do Paulinho Faria na contagem foi emocionante! Chorei muito. Sensacional essa homenagem. O Garantido é isso, é emoção, é amor, é tradição”, disse emocionada a torcedora Thalyta Alves, que acompanhou a apresentação na casa dela. Assim como o torcedor Jhoney Farias, que há dois anos não entra no Bumbódromo para participar do espetáculo. “Fiquei feliz por ver o Garantido na arena, mas também triste por não poder estar fazer parte desse momento tão representativo pra nossa cidade”, disse.

O chamado “Quarteto Fantástico” formado pelos cantores David Assayag, Márcia Siqueira, Edilson Santana e Sebastião Júnior mostraram o potencial vocal do bumbá, que conta com quatro levantadores de toadas. O cenário alegórico da festa vermelha foi criada pela comissão de artes e executada por mais de 45 pessoas, sob a coordenação dos artistas Glemberg Castro, Neto Barbosa e Sorin Sena.

O bumbá defendeu o tema “Eu Amo Parintins” e fez momentos de destaque ao indígena, à mulher, ao caboclo e a defesa da cultura parintinense. Todos os itens oficiais se apresentaram com participação de alguns itens coletivos dentro das possibilidades do novo formato de apresentação. Uma festa realizada para matar a saudade desta que é a maior festa folclórica da região Norte.

Distantes, mas o coração em Parintins

Morando na cidade Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o parintinense Chrisney Sarraff pôde ter momentos de lembrança e emoção ao acompanhar seu boi do coração. “Brincar de boi-bumbá hoje não é somente uma brincadeira, uma festa, é uma demonstração da força da arte, da cultura e, principalmente, do povo de Parintins. Vivemos um momento difícil e realizar essa festa significa que estamos vencendo as adversidades”, falou confiante.

O pensamento também é compartilhado pelo o paritinense Alex Brandão, que mora em Florianópolis (Santa Catarina) há 6 anos, mas sempre vem à Parintins no período do festival. Esse ano ele não pôde voltar à cidade. “O sentimento é de emoção e muita esperança, o garantido com essa live nos mostra que a brincadeira de boi-bumbá vai superar até essa Pandemia”, afirmou.

Do outro lado do mundo, em Saitama, no Japão, Miriam Hatta também destacou a saudade da Ilha Tupinambarana. Ela mora há 20 anos no continente asiático e afirma que sente falta da cultura do Boi-Bumbá, mas que ainda é preciso manter os cuidados. “Eu acho maravilhoso poder realizar o festival com todos os cuidados necessários, devido ao que o mundo está vivendo. Eu sinto muitas saudades da ilha”, disse nostálgica.

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