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NEPA/UEA/CNPq e MYTHOS

Fig01: NEPA e MYTHOS unidos em prol do resgate dos saberes indígenas.

Hoje falaremos sobre Mythos. Trata-se de um Grupo de Pesquisa (GP) vinculado à Universidade do Estado do Amazonas e certificado pelo CNPq. Liderado pela Drª. Solange Pereira do Nascimento o GP Mythos tem sede em  São Gabriel da Cachoeira/AM, na região do Alto Rio Negro.A escolha do nome Mythos é explicada pela própria Dr.ª Solange Nascimento:

“Inicialmente Mythos é um termo grego de grande abrangência em sua etimologia que expressa um profundo sentido das coisas presentes na história e inseridas no contexto de uma determinada sociedade e em determinada época. O sentido de humanidades nos remete a pensar as ciências não mais em zonas isoladas de conhecimento, mas como uma grande árvore em que todas as suas partes são importantes e se comunicam entre si através da seiva. Acreditamos que todas as ciências devem dialogar, podem dialogar e trabalhar juntas, por isso, que a metodologia estabelecida é a da complexidade que nos permite dialogar com todos os saberes tradicionais e conhecimentos acadêmicos na Amazônia por ser a nossa realidade e nosso chão de pesquisa que busca pensar e ouvir os povos nela existentes a partir de suas narrativas e vivências.” (Nascimento, 2016).

Enquanto grupo de pesquisa o Mythos tem promovido e participado de eventos nacionais e internacionais e suas acções estão direccionadas em dois blocos de actividades sistemáticas, a saber:

  1. Oficinas do pensamento, de caráter mensal, voltadas à discussão de temas culturais contemporâneos- espaço denominado: Xibé Filosófico (xibé – uma bebida típica entre os povos indígenas, especialmente do Alto Rio Negro) o que significa dizer que queremos pensar filosoficamente a partir da realidade desses povos, o que expressa um profundo entrelaçamento entre mythos e logos. Esta oficina é uma actividade de extensão da UEA/CESSG que envolve a comunidade acadêmica e a sociedade.
  1. Pesquisas de caráter histórico/etnológico/mitológico/antropológico e linguístico na Amazônia, especialmente no Baixo Amazonas, Alto Rio Negro e Roraima.

Porque a Parceria entre NEPA e  MYTHOS?

A parceria entre os grupos de pesquisa se deu através do diálogo estabelecido entre o Dr. Nélio M. S. A. Sasaki (Líder do NEPA/UEA/CNPq) e a Dra. Solange Pereira Nascimento (Líder do Mythos) a partir do desejo de unir pesquisas com objectivos comuns em uma perspectiva de conhecer o céu da Amazônia a partir dos conhecimentos da Astronomia Indígena, ou seja, a leitura que os povos indígenas fazem do universo e sua relação e influência na vida cotidiana e do chão da Amazônia, a partir das narrativas, das vivências, das histórias, da aproximação com esses povos que metaforicamente podemos afirmar que sabem onde pisam e onde querem chegar.

NEPA e MYTHOS se tornam, agora, um bloco de pesquisa único onde os pesquisadores de ambos os grupos partilharão seus trabalhos científicos e ampliarão sua rede de cooperação técnica e de inovação de acordo com o caráter das pesquisas que serão desenvolvidas e outras que já estão em andamento.

Como o Mythos está estruturado hoje?

O Mythos conta as seguintes linhas de pesquisa:

  1. Mitologia, religiosidade e pensamento complexo na Amazônia;
  2. Etnolinguística, Diversidade Cultural e Amazônia;
  3. História, Trabalho, Gênero e Movimentos Sociais.

A parceria NEPA/MYTHOS abriu uma nova linha de pesquisa: Astronomia Indígena. O Mythos é composto por quatro (04) doutores, cinco (05) mestres e doze (12) alunos de graduação. Vale salientar que 75% dos alunos que integram o Mythos são indígenas.

Fig02: Grupo de Pesquisa Mythos - São Gabriel da Cachoeira/AM.
Fig02: Grupo de Pesquisa Mythos – São Gabriel da Cachoeira/AM.
Fig03: Grupo de Pesquisa Mythos – Manaus/AM.
Fig03: Grupo de Pesquisa Mythos – Manaus/AM.

 

Quem é o NEPA/UEA/CNPq?

 Fig04: Equipa NEPA/UEA/CNPq.
Fig04: Equipa NEPA/UEA/CNPq.

 

NEPA/UEA/CNPq é um Grupo de Pesquisa liderado pelo Dr. Nélio M.S.A. Sasaki: membro da ST Brasil, PLOAD Brasil, IAU, Representante dos Planetários Brasileiros junto à União Astronómica Internacional (IAU), Director do Planetário Digital de Parintins-NEPA/UEA/CNPq, Director do Planetário Digital de Manaus-NEPA/UEA/CNPq. Além disso, membro da SAB, ABP, SBPC e SBF. Na última reunião da União Astronómica Internacional (IAU), Dr. Nélio Sasaki sublinhou a importância da Astronomia Amazonense, em particular, a Astronomia Indígena. Em 2016, o Amazonas entrou para o mapa da Astronomia mundial através do projecto internacional do NEPA/UEA/CNPq. Coordenado pelo próprio Dr. Nélio Sasaki, o projecto “Astrobiologia: Como conquistamos o Planeta” foi discutido junto  aos demais membros internacionais  e recebeu o apoio da própria IAU, PLOAD e UNESCO.

Fig05: O Amazonas aparece ao lado de Colômbia, Peru, Venezuela, Argentina e Uruguai. Projecto do NEPA/UEA/CNPq em Parintins/AM.
Fig05: O Amazonas aparece ao lado de Colômbia, Peru, Venezuela, Argentina e Uruguai. Projecto do NEPA/UEA/CNPq em Parintins/AM.

Em Parintins, o NEPA/UEA/CNPq tem parceria com o SESC Parintins que está a receber o projecto internacional.

A partir de 2017, o NEPA/UEA/CNPq desenvolverá seu segundo projecto internacional consecutivo: “Astronomia para todos”. Este novo projecto idealizado pelo  Dr. Nélio Sasaki está voltado prioritariamente  para os povos  indígenas. O projecto visa atingir as cidades da microrregião de Parintins: Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Nhamundá, Maués, São Sebastião do Uatumã e Urucará, além de Parintins, Manaus e São Gabriel da Cachoeira. São 300 mil habitantes distribuídos pelo interior do Amazonas. Somado com a capital, o número sobe para dois (02) milhões de habitantes. Mais de 20 etnias indígenas diferentes.

Fig06: O NEPA/UEA/CNPq defende o respeito à cultura indígena. Na SBPC de 2016, muitos povos indígenas estavam presentes.
Fig06: O NEPA/UEA/CNPq defende o respeito à cultura indígena. Na SBPC de 2016, muitos povos indígenas estavam presentes.

Para 2017, quais são as mudanças? A primeira delas é que agora o NEPA/UEA/CNPq passa a contar com o apoio de todos os países  hispânicos da América, entre eles: Colômbia, Chile, Argentina, Peru, Venezuela, Equador, Paraguai e Uruguai, além de contar -mais uma vez- com o apoio da IAU, UNESCO, PLOAD.

No Brasil, continuamos com o apoio da UEA, FAPEAM, CNPq, SAB, ABP, SBPC, SESC-AM.

A segunda é que Dr. Nélio Sasaki e Dra. Solange Nascimento têm pela frente o desafio de promover o diálogo entre os povos indígenas brasileiros (dentro do Amazonas e do Brasil) e entre os povos indígenas da América hispânica. Desejamos que o Amazonas, o maior Estado do Brasil, continue a dar exemplo de respeito e valorização à cultura indígena e que  todos  possam se unir ao NEPA e MYTHOS em prol deste objectivo que é  dar oportunidade, voz e vez  aos nossos estudantes indígenas.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA/UEA/CNPq, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da UAI, membro da PLOAD/Brasil e ST/Brasil, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Director do Planetário Digital de Parintins, Director do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

 

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