Netas abusadas pelo avô recebem acompanhamento da Rede de Proteção

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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A adolescente de 14 anos e a jovem de 20 anos, vítimas de violência sexual praticada pelo próprio avô de 70 anos, estão sob os cuidados da Rede de Proteção de Parintins. O caso identificado pela polícia é acompanhado pelo Conselho Tutelar e demais órgão protetivos dos direitos da criança, do adolescente e da mulher.

Após a prisão do autor, as vítimas foram encaminhadas para órgãos de saúde para exames, medicações e o tratamento inicial. Neste primeiro momento, os cuidados estão voltados para a saúde física e mental das irmãs. De acordo com conselheiro tutelar, Rogerson Farias, “o caso é bem complexo e exige cuidados”.

Segundo o conselheiro, “elas estão sendo acompanhadas pelo SAVVS, Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, com uma equipe multiprofissional que acompanha todas as vítimas. Nesse primeiro momento é feita a intervenção”. Psicológico, médico e assistente social são os principais profissionais que atuam na recuperação das vítimas, numa ação discreta e cuidadosa. Assim, as próprias entrevistas e informações são bastante limitadas.

A Rede de Proteção conta com a ação do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, CREAS, que atua com pessoas que já passaram por alguma situação de violência física ou psicológica. Neste caso, o atendimento se estende à família, uma vez que foi identificada a participação de membros familiares no contexto abusivo.

O caso

Um idoso de 70 anos foi preso acusado de estupro de vulnerável. O crime teve como vítimas as próprias netas dele (14 e 20 anos). De acordo com a delegada de Parintins, Alessandra Trigueiro, a denúncia foi feita pela vítima de 20 anos, que informou que sua irmã estava sendo abusada sexualmente pelo avô desde os sete anos de idade. A denunciante informou que também sofreu os abusos quando era menor.

O registro da denúncia ocorreu no dia 05 de fevereiro, porém o acusado fugiu para o estado do Pará, retornando nesta quarta-feira, 17, quando foi preso por ordem judicial expedida pela juíza Juliana Arrais Mousinho, 1ª Vara da Comarca de Parintins. O acusado está preso à disposição da Justiça. Para proteger as vítimas, os nomes não podem ser divulgados.

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