Neto de fundador do Garantido pulsa a vida com a batucada há 36 anos

Por Kássia Muniz
__
“É uma adrenalina inexplicável. Só mesmo vivendo para saber a emoção”. As palavras são do responsável pelo primeiro rufar do tambor da Batucada do Boi Garantido, Jucimar Monte Verde, ou melhor, Rheck Monteverde. Ele é torcedor fanático, batuqueiro, morador da Baixa da Xanda e neto de Lindolfo Monteverde, fundador do boi vermelho e branco.

Prestes a completar 50 anos em 2019, desses, 36 na Batucada, ele contabiliza várias histórias relacionadas ao Boi Garantido, desde quando convivia com o avô, Lindolfo, até participar pela primeira vez do festival folclórico. “Quando o vovô morreu, eu tinha 11 anos. Já não participava tanto da brincadeira de boi, porque já estava bem velhinho, mas convivi bastante na casa dele, com meus tios e primos”, lembra.
Antes de ser batuqueiro Rheck, apelido recebido ainda criança, foi por dois anos vaqueiro e mais dois anos brincante de tribo, na época tribos Kaiapós e Carajás. Entrou jovem na batucada com mais 20 adolescentes e de lá não pretende sair tão cedo.
Conhecido como “O Tambor da Vida”, por levantar a Batucada nos ensaios e na arena do Bumbódromo, Rheck diz que todo o ano a emoção é diferente e que não há palavras para explicar. Pai de quatro filhos, dois já seguem passos do pai na percussão vermelha e branca, Rhedilana, 13 anos, toca palminhas e Rheckner, 11 anos, tambor, mas ainda não é batuqueiro, pois segundo o pai, ainda é muito novo.
Fora a Batucada, Rheck e a família Monte Verde participam ativamente das manifestações do Boi Garantido. Exemplo disso é a saída do Garantido às ruas em homenagem à São João Batista, na noite desta segunda-feira (24). O evento iniciou às 18h, com a ladainha à São João Batista, no Curralzinho da Baixa, antiga casa de Lindolfo Monte Verde, e ganha as ruas de Parintins até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo.

você pode gostar também