Nihongo (Japonês) – Parte 01

    Este material está voltado aos amantes da Língua Japonesa.  Nosso intuito não é ensinar o idioma, antes disso, é levar para si um pouco da Cultura nipônica, além é claro, de aprender convosco e com vossos comentários. Eu me chamo Nélio Sasaki e  estarei a elaborar  mini-textos e comentários sobre as mais diversas situações  do cotidiano, nas quais usaremos   a Língua Japonesa para nos expressarmos.  Conto consigo!

 Antes de qualquer coisa, vamos nos apresentarmos em japonês? Ah sim, no título desta matéria o nome “nihongo” se refere à Língua Japonesa.

   Apresentação

Ao me apresentar, certamente eu direi, em português:

 Eu sou Nélio Sasaki

       Entretanto, ao dizer a mesma ideia em japonês, ficaria assim:

わたし   佐々木ネリオです

Watashi   wa       Sasaki   Nerio     desu。

    Ou seja, você notou várias diferenças não é mesmo? Vamos listar algumas destas diferenças:

  1. Ao escrever em português, usamos o alfabeto latino (também conhecido como alfabeto romano. Aliás, os romanos usaram este alfabeto a partir do século VII a.C.). O alfabeto latino básico registrado pela norma ISO/IEC 646, o qual é utilizado oficialmente pela língua  portuguesa,  é constituído  por 26 caracteres.  Dentre estes, 05 vogais e 21 consoantes. As vogais são A, E, I, O , U (nesta ordem) e as demais consoantes: B, C, D, F, G, H,  J, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, X, Z  além das outras K, W e Y que foram anexadas posteriormente.
  2. Em língua portuguesa, chamamos de sílaba ao grupo de fonemas pronunciados em uma emissão de voz. Desta maneira, não existe sílada sem vogal. Um exemplo: na palavra “amor”, temos duas sílabas, a saber: “a”. “mor”. Notou que o “a”, neste caso, é uma sílaba?
  3. Em língua japonesa, não há alfabeto. Para representar os sons, de sua língua, os japoneses usam silabários.
  4. Portanto, o que em português nós aprendemos como sendo vogais, no japonês, são sílabas. Outro detalhe, a ordem não é a mesma, observe: A, I, U, E, O (nesta ordem).
  5. A língua japonesa possui três (03) tipos de escrita, a saber:
  • Hiragana
  • Katakana
  • Kanji

O Hiragana é um silabário usado para escrever:

  • Todas as palavras que: ou não existam em kanji ou cujo kanji caiu em desuso.
  • As terminações dos verbos e adjetivos.
  • A pronúncia literal de um kanji (neste caso, chamamos essa transcrição de furigana).
  • As partículas usadas nas sentenças japonesas.

O Katakana é um silabário usado para:

  • Escrever nomes científicos (de plantas, animais e minerais, etc.).
  • Escrever palavras estrangeiras.
  • Dar ênfase a uma palavra ou expressão em um texto.
  • Representar onomatopeias.

Os Kanji são ideogramas que trazem consigo uma ideia. Em língua japonesa, usamos o Kanji para escrever:

  • Substantivo
  • Raiz de verbos.
  • Adjetivos

Vamos conhecer o silabário Hiragana? A tabela abaixo foi criada pela equipe japonesa da NHK, em 2015, e pode ser encontrada no link https://www.nhk.or.jp/

Tabela 01: Silabário Hiragana – o básico é composto por 46 sílabas.
Tabela 02: Hiragana com sinais diacríticos: dakuten e handakuten.

Note que após o acréscimo do ( ), as sílabas   か、さ、た、は tornam-se が、ざ、だ、ば respectivamente. O sinal () é denominado de dakuten e na prática ela serve para transformar  as famílias Ka, Sa, Ta, Ha  em  Ga, Za, Da e Ba, respectivamente.  A família は ainda pode receber mais um sinal (°) o qual denominamos handakuten e serve para transformar a família Ha  na família  Pa. Há textos que  chamam o dakuten de ten-ten pois  lembram “aspas”  e  o handakuten de maru, em referência a um pequeno círculo.

Tabela 03: Hiragana contraídos com や、ゆ、よ。

    Na tabela 03, podemos  ver o resultado da contração  envolvendo  os elementos com terminação “i” das  famílias apresentadas na tabela 01 com os elementos ya, yu e yo, respectivamente. Originando assim, uma estrutura com som único. Logo, por exemplo: Nya é uma sílaba  e não  a junção de duas sílabas, ni + ya.

    Similarmente ao Hiragana apresentado nas tabelas 01, 02 e 03 temos  o Katakana (vide tabelas 04, 05 e 06).

Tabela 04: Silabário Katakana – o básico é composto por 46 sílabas.
Tabela 05: Katakana com sinais diacríticos: dakuten e handakuten.
Tabela 03: Hiragana contraídos com ヤ、ユ、ヨ。

Agora que você conhece o Hiragana e o Katakana, vamos regressar à frase do começo deste texto?  Quando eu me apresentei, eu disse:

Portanto, ao escrever em nihongo (japonês), usamos o hiragana, o katakana e o kanji conforme mostrado acima. Outro detalhe que nos chama a atenção é a posição ocupada pelo verbo nas sentenças. Em língua japonesa, o verbo sempre ocupa o último campo, ou seja, sempre vem no final da oração. Observe:

                          Eu sou Nélio Sasaki.  [Temos aqui a estrutura: Sujeito + verbo + complemento]

わたし   佐々木ネリオです[Temos a estrutura: Sujeito + complemento + verbo]

    Antes de finalizar, salientamos que em japonês não há um verbo específico para expressar o estado de “ser” ou “existir”. Porém, como o povo japonês preza pela Educação, uma forma de escrever a frase “Eu sou Nélio Sasaki” de forma polida é utilizando o です (desu) no final da oração. Mas sobre linguagem polida e informal, falaremos em outra oportunidade.

Vamos conferir como algumas integrantes do grupo musical AKB48 disseram seus nomes, utilizando a estrutura acima?

佐々木ネリオ先生

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