Nove pessoas estão desaparecidas desde outubro na Reserva Biológica do Uatumã

Equipe do Canil da Polícia Militar esteve na Reserva Biológica do Uatumã até a última sexta-feira nas buscas pelos desaparecidos. Foto: Divulgação/PM

De acordo com o sargento, o grupo é formado por pessoas vindas de Manaus e moradores da comunidade Rumo Certo e todos estavam atrás de ouro.

Manaus – O grupo formado por nove pessoas – oito homens e uma mulher – segue desaparecido, desde outubro de 2015, na Reserva Biológica do Uatumã, em Balbina. Na última semana, uma equipe do Canil da Polícia Militar se deslocou para a região para continuar os trabalhos, mas, não conseguiu encontrar ninguém. As informações são do comandante do  2º pelotão de policiamento de Balbina, sargento César Gomes.

De acordo com o sargento, o grupo é formado por pessoas vindas de Manaus e moradores da comunidade Rumo Certo. Todos estavam atrás de ouro, de acordo com o policial. “A última vez em que eles foram vistos foi por um morador da área que os deixou no Rio Pitinguinha. Durante as buscas, vestígios da passagem deles foram encontrados, mas, ainda não os localizamos”, declarou.

A equipe do Canil da PM, segundo o sargento, realiza as buscas tanto pela região de mata quanto pelos rios Pitinga e Pitinguinha. “Há um trabalho de logística grande para delimitar as áreas de atuação da operação. Essa última incursão, por exemplo, durou oito dias”, disse.

Pela região da Reserva Biológica do Uatumã conter áreas indígenas, o sargento não descarta que os desaparecidos possam estar sob o poder da população local. “Outra possibilidade se refere a eles terem sido pegos por outros aventureiros que estão na região querendo ouro. Além disso, precisa-se levar em conta perigos da própria floresta e dos rios como jacarés, onças, piranhas”, afirmou, salientando, entretanto, que há boas chances do grupo ser encontrado com vida.

“Os familiares estão nos pressionando para que os encontremos logo. Eles querem saber se estão vivos ou mortos. Estamos trabalhando para resolver essa situação o quanto antes”, afirmou o sargento César Gomes.

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