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O menino pobre que se tornou um dos melhores professores do mundo

Menezes venceu a pobreza do interior de Parintins e é um dos melhores professores do mundo. Foto: Pedro Coelho

Valter Pereira de Menezes, 46, viaja em Março para Dubai onde concorre ao prêmio Global Teacher Prize

Carlos Alexandre | 24 horas

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Parintins (AM) – O menino pobre nascido na comunidade do Paraná do Cumprido, na margem esquerda do rio Amazonas, em frente à cidade de Parintins, venceu a miséria, a falta de perspectiva, lutou pelo sonho de ser professor e hoje é considerado um dos 50 melhores professores do mundo. O professor Valter Pereira de Menezes, 46, é um dos grandes exemplos de que ser professor ainda vale muito a pena e ajuda a mudar a vida das pessoas.

Com o projeto “Água limpa para os curumins do tracajá”, que consiste em construir fossas biológicas a partir de bananeiras, a comunidade Santo Antônio do Rio Tracajá acabou definitivamente com os surtos de diarreias que eram frequentes na localidade. Com apoio de parceiros o projeto levou o educador rural a ser contemplado, em 2015, com o Prêmio “Professor Nota 10”. Em 2017 ele participará de uma conferência internacional de Educação em Dubai, nos Emirados Arabes, onde estarão reunidos os melhores educadores do mundo que concorrerão ao prêmio Global Teacher Prize.

Valter Pereira de Menezes, 46, viaja em Março para Dubai onde concorre ao prêmio Global Teacher Prize. Foto: Pedro Coelho.

Da infância pobre, da casa de chão batido e cobertura de palha o educador não deixou de ir a escola, não se abateu quando o desmotivaram do sonho, ou muito menos, quando a barriga gritava de fome. Um grito mais alto que os ensinamentos da professora em sala de aula. “Desde quando me entendi por aluno eu sempre quis ser professor. Ser educador é compartilhar do conhecimento. Esse foi meu grande sonho um dia contribuir com a educação. Eu sofri muito pra chegar aonde eu cheguei”, conta.

Há 20 anos na profissão Valter Menezes pretende contar sua trajetória em livro com a previsão de lançamento para o mês de junho. “O nome do livro é Longe é o lugar que não existe”, conclui.

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