OAB reprova blackface em personagens no festival de Parintins

A Comissão de Igualdade Racial (COIR) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secção Amazonas, reacendeu as discussões sobre a continuidade do blackface no Festival Folclórico de Parintins, no ano de 2020. A prática da pintura negra do rosto dos personagens do auto do Boi Garantido foi repudiada, nas redes sociais.

Em parabenização do Boi Garantido pela passagem do aniversário de João Paulo Faria, quem interpreta a figura do Pai Francisco, na arena do Bumbódromo, desde 2015, a Comissão de Igualdade Racial reagiu, em tom desfavorável. “2020 o blackface segue normalizado e pior: exaltado”, compartilhou a página da COIR, no Instagram.

Em parabenização do Boi Garantido pela passagem do aniversário de João Paulo Faria, quem interpreta a figura do Pai Francisco, na arena do Bumbódromo, desde 2015, a Comissão de Igualdade Racial reagiu, em tom desfavorável. “2020 o blackface segue normalizado e pior: exaltado”, compartilhou a página da COIR, no Instagram.

Karen entendeu ser descabida a existência do termo no festival. “O ato de pintar o rosto na terra dos bumbás nunca foi uma forma de ofender, segregar ou denegrir os negros. Pelo contrário, nossa festa foi criada e projetada por caboclos, que sempre enalteceram suas origens, com todas as raízes que as fizeram se fortalecer nesse chão, estando nelas inclusos, os negros, os índios, brancos”, afirmou.

Para ela, basta avaliar quem são os protagonistas da festa, justamente o Boi, Pai Francisco e Mãe Catirina. “Não é pelo fato de não ter um ator negro que vamos apequenar a existência ou a representação dele. É preciso que o festival de Parintins tenha as suas peculiaridades entendidas e respeitadas, assim como se faz no Nordeste, com o Reisado, e outras manifestações culturais”, compreendeu.

“Não deixemos que a luta racial nos leve a um racismo reverso, com brancos proibidos de se vestirem de negro”, alertou Karen. “Criaram tantos rótulos para uma arte milenar, o teatro, que usava de vários artifícios para chegar até o público, inclusive o uso de máscaras. Isso chama-se representatividade e simbolismo”, desabafou Nonato Torres.

Karen entendeu ser descabida a existência do termo no festival. “O ato de pintar o rosto na terra dos bumbás nunca foi uma forma de ofender, segregar ou denegrir os negros. Pelo contrário, nossa festa foi criada e projetada por caboclos, que sempre enalteceram suas origens, com todas as raízes que as fizeram se fortalecer nesse chão, estando nelas inclusos, os negros, os índios, brancos”, afirmou.

Para ela, basta avaliar quem são os protagonistas da festa, justamente o Boi, Pai Francisco e Mãe Catirina. “Não é pelo fato de não ter um ator negro que vamos apequenar a existência ou a representação dele. É preciso que o festival de Parintins tenha as suas peculiaridades entendidas e respeitadas, assim como se faz no Nordeste, com o Reisado, e outras manifestações culturais”, compreendeu.

“Não deixemos que a luta racial nos leve a um racismo reverso, com brancos proibidos de se vestirem de negro”, alertou Karen. “Criaram tantos rótulos para uma arte milenar, o teatro, que usava de vários artifícios para chegar até o público, inclusive o uso de máscaras. Isso chama-se representatividade e simbolismo”, desabafou Nonato Torres.

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