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Operação Sorriso realiza 67 cirurgias corretivas e inaugura espaço de atendimento continuado ao fissurado na Casa da Criança, em Santarém

Pacientes com fissura labiopalatina foram beneficiados pela ONG, que voltou à cidade pela décima vez, onde realizou mais de 1,5 mil consultas em cinco dias. Sala exclusiva, inaugurada em parceria com a Prefeitura de Santarém, funcionará o ano todo

A Operação Sorriso comemora os resultados de sua décima missão em Santarém, no Pará, que terminou no último dia 09 de setembro e beneficiou pacientes com fissura labiopalatina de todas as idades, residentes no município e cidades próximas. O local escolhido para as atividades foi a Casa da Criança, no bairro de Santa Clara, onde 1.530 consultas foram realizadas em 170 pessoas. Posteriormente, 67 pessoas foram operadas e 87 procedimentos cirúrgicos aconteceram no Hospital São Camilo, incluindo também pacientes que fizeram a cirurgia no programa humanitário passado, realizado em agosto de 2015. 

Este ano também foi possível “ver florescer sementes plantadas há muito tempo”, como bem definiu a diretora executiva da Operação Sorriso, Ana Stabel. Ela conta que uma novidade importante, em parceria com a Prefeitura de Santarém, marcou esta missão: foi dado primeiro passo para a criação de um espaço de Atendimento Continuado ao Fissurado, que garantirá o tratamento odontológico e fonoaudiológico aos pacientes operados.

“A Operação Sorriso doou o consultório de Odontologia e Ortodontia que funcionará numa sala exclusiva cedida pela Prefeitura na Casa da Criança, onde nossos pacientes passarão a ser atendidos no tratamento continuado para sua completa integração na sociedade. Agora, buscamos conseguir a sala e o equipamento para o consultório de Fonoaudiologia”, destacou, agradecendo também à Cargill, empresa que está presente na cidade e muito atuante socialmente, que deu seu apoio financeiro para a concretização deste projeto.

Este ano, o programa humanitário de Santarém contou com outro reforço especial: a empresa R-Crio — Centro de Tecnologia Celular, especializada em armazenar as células-tronco da polpa do dente de leite, que coletou e congelou material de pacientes.

“A ideia é que o mesmo seja preservado para, no futuro, reproduzir o osso da gengiva e evitar o enxerto até então realizado com extração de um pedaço do osso ilíaco da bacia. Essa técnica, no entanto, depende ainda de aprovação de protocolos por parte do Ministério da Saúde e da Anvisa”, destaca Ana Stabel, acrescentando que o projeto, que teve início em Mossoró, se estenderá ainda aos demais programas humanitários que acontecerão.

Foram realizados também dois eventos educacionais para profissionais da área da saúde, voluntários locais e estudantes. No dia 05 de setembro, o dentista José Carlos Coelli, que trabalha no Centrinho de Joinville (SC) com fissurados, deu uma palestra sobre Ortodontia. No dia seguinte, foi a vez do cirurgião plástico Diógenes Rocha e das doutorandas em genética Agatha Faria e Camila Musso falarem sobre a pesquisa que o Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) vem desenvolvendo em parceria com a Operação Sorriso do Brasil. Rocha também abordou pontos relacionados à correção cirúrgica da fissura.

Vale lembrar que, na primeira vez que esteve em Santarém, em 2007, a equipe de voluntários da Operação Sorriso — em parceria com o Centro de Estudos de Genomas da USP — iniciou uma pesquisa que mostrou que o fator genético tem sido o responsável pelos muitos casos de fissuras labiais (lábio leporino) e palatinas (fenda no céu da boca) nessa região do País. “Daí a grande demanda pelo nosso retorno desde então. E, ao longo dessas edições, com 872 cirurgias já contabilizadas e cerca de 13 mil consultas, estamos trabalhando para aumentar o número de pacientes estudados, a fim de traçar estratégias preventivas que reduzam a incidência”, destacou Ana Stabel.

Pacientes apoiados em todas as etapas do tratamento

Em 2015, a Operação Sorriso qualificou ainda mais o seu modelo de gestão, passando a oferecer também acompanhamento odontológico e fonoaudiológico como complemento pós-cirúrgico para os pacientes. Recentemente, também foi testado um novo modelo de programa operatório mais curto, para atender pacientes que não conseguem realizar as cirurgias na época do programa humanitário.

“Os não contemplados são devidamente avaliados e cadastrados para tratamento em futuros programas da Operação Sorriso. Também estabelecemos um protocolo de que toda criança nascida em Santarém é direcionada ao nosso médico voluntário Jocivan Pedroso, para atendimento e informações aos pais. Ele as acompanha até a idade correta para a cirurgia, facilitando as etapas para quando voltamos à cidade”, conta Ana Stabel, acrescentando que, assim, boa parte dos pacientes já está triado, abrindo oportunidades para a seleção de pacientes vindos de outros municípios.

A realização deste novo modelo de gestão da ONG só foi possível graças ao apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém e de voluntários dedicados, que estabeleceram um fluxo de atendimento aos fissurados e o treinamento aos profissionais de modo que a cidade conquiste, gradativamente, sua autonomia.

Todos os voluntários selecionados para participarem dos programas humanitários possuem experiência e são profissionais de saúde especializados em fissuras labiopalatinas. O processo de credenciamento dos voluntários é coordenado pelo Conselho Multidisciplinar de Saúde da organização, visando garantir um time altamente especializado.

Um time unido pelo bem

A Operação Sorriso contou com o apoio de empresas socialmente responsáveis, como Azul Linhas Aéreas, Johnson&Johnson, White Martins, Voltalia, BNDES, Copel, Alshop, Amend, Aumund, Bionexo, Bradesco Seguros, Citi, Associação Citi Esperança, Comerc, Contém 1g, Cristália, Day Pharma, Elavon, F/Nazca, Icatu Seguros, iZettle, Medtronic, Pepsico, Rotary Club Chácara Flora/SP, Schivartche Advogados, Seteco, Staples, Tennis Station, Way Models e Approach Comunicação.

A Associação Brasileira de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial (ABCCMF), o Projeto Genoma e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também são parceiros da organização. Localmente, a Operação Sorriso conta com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde de Pará, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, o Ministério Público do Pará, a Casa da Criança e o Hospital e Maternidade Sagrada Família.

Sobre a Operação Sorriso

A Operação Sorriso é a maior organização médica voluntária do mundo. Reúne profissionais de 60 países para ajudar exclusivamente a pessoas portadoras de deformidades faciais, especialmente lábio leporino e fenda palatina. Em quase 35 anos de trabalho, já transformou a vida de mais de 240 mil crianças.

No Brasil, as ações tiveram início em 1997 e já foram realizados mais de 91 mil exames e avaliações especializadas e mais de 4,7 mil cirurgias em treze estados brasileiros. Só em 2015, a organização realizou mais de quatro mil avaliações médicas e ultrapassou o número de 220 cirurgias. Tudo gratuitamente, devolvendo a dignidade, funcionalidade e autoestima para milhares de pacientes. Neste ano, já houve um programa humanitário em Mossoró (RN) e, até dezembro, a Operação Sorriso deverá voltar às cidades de Fortaleza (CE) e Porto Velho (RO).

Doações para Operação Sorriso podem ser feitas direto em conta:

Associação Operação Sorriso do Brasil

CNPJ: 08.691.563/001-85

Banco Itaú – 341

Ag: 8729

C/C: 23082-4

Comunicar depósito através do e-mail: [email protected]operationsmile.org

Relatórios financeiros disponíveis no site.

*As empresas também podem apoiar a Operação Sorriso com recursos financeiros, humanos ou contribuições em espécie, ou através de parcerias corporativas.

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