Os olhos do mundo verão hoje os “índios” de Parintins na abertura das olimpíadas

Foto: Chico Cardoso

Setenta e dois dançarinos dos bois Caprichoso e Garantido participarão do espetáculo de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro

Judson Lima | Parintins Esportes

Carlos Alexandre | 24 horas

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Rio de Janeiro – A Amazônia sempre foi alvo do preconceito de alguns desavisados ou desconhecedores da região que taxam os amazônidas de índios, que as cidades são desabitadas e que cobras, jacarés e outros animais integram o cenário das cidades que fazem parte desse cinturão verde. Parintins sempre mostrou-se orgulhosa de ter sangue indígena e transformou essas críticas em espetáculo, os mitos e lendas viraram alegorias, as tribos indígenas ganharam coreografias e o boi bumbá deu identidade Cultural ao Estado do Amazonas.

Num mundo onde discurso e prática tomam caminhos opostos. Na ilha Tupinambarana a rivalidade é respeitosa, enquanto um boi se apresenta o outro apenas assiste. A Festa dos bois de Parintins avançou as fronteiras ganhou o mundo, mas vive momento de crise. Entretanto não deixa de emocionar. Hoje a partir das 18 horas (horário local) os olhos do mundo estarão voltados para a abertura das Olimpíadas 2016 que ocorrerá no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia um grupo de 72 parintinenses dos bois Caprichoso e Garantido transformarão os ensaios, o suor, as lágrimas em orgulho ao seu povo, ao seu estado e a região Amazônica.  Os jovens integram o grupo “Pindorama” que fará o espetáculo indígena com enfoque no descobrimento do Brasil. A palavra PINDORAMA é derivada do Tupi-Guarani e significa “ Terra das Palmeiras”, este seria, segundo os historiadores, o nome que os nativos chamavam as terras brasileiras.  A coreografia do evento é de autoria da bailarina Débora Colker que durante meses esteve em Parintins para selecionar os dançarinos, com informações e parcerias de coreógrafos, artistas e cenógrafos como Chico Cardoso, Erick Beltrão, Helerson Maia e Rossy Amoedo. “Foram ensaios exaustivos, altas viroses, dores, contusões, estresses, cansaços, mais no final deu tudo certo”, escreveu Erick Beltrão. O grupo de parintinenses já se encontra no Maracanã , palco da abertura de hoje.

Os parintinenses farão parte do espetáculo a convite dos diretores  Daniela Thomas, Andrucha Waddington, Fernando Meireles e coreografa Débora Colker.

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