Pai mata abusador da filha de sete anos no Rio Andirá e é preso

Da Redação | 24 Horas

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Um caso de abuso sexual de uma indígena Sateré-Mawé de sete anos acabou em homicídio na Aldeia Araticum, em Barreirinha, na noite de quarta-feira (09). A menina havia sido mandada pelos pais para ir buscar água na margem do Rio Andirá, por volta das 17h. O pai da vítima deu falta da filha por volta das 20h e saiu para procurá-la.

Policiais recolheram terçado usado no crime

Ele a encontrou com o acusado, no meio do mato, onde era consumado o crime contra a criança de sete anos. O pai cercou o rapaz e desferiu golpes de terçado no autor do estupro que morreu ainda no local. O titular do 42° Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Barreirinha, Enéas Cardoso, informou que o pai foi preso em flagrante, na quinta-feira (10).

Uma ação conjunta da Polícia Militar com a Polícia Civil executou a detenção do suspeito do homicídio. A vítima do estupro recebeu os primeiros atendimentos de uma médica do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Parintins. A criança indígena foi conduzida diretamente da Aldeia Araticum para o Hospital Jofre Matos Cohen, em Parintins.

O delegado de Polícia Civil de Barreirinha acompanha a vítima do estupro, em Parintins, que já passou por perícia para a coleta de materialidade do crime de estupro de vulnerável e encontra-se em recuperação. Enéas Cardoso revela que esse procedimento faz parte dos procedimentos cabíveis para o inquérito policial sobre o caso ocorrido na Aldeia Araticum.

O pai da vítima está preso na Delegacia de Barreirinha, pelo homicídio cometido em defesa da filha. O coordenador do Dsei Parintins, José Augusto Nenga, confirma que uma médica da saúde indígena atuou na remoção da menor. “Aqui recebe todo apoio dos psicólogos do Dsei. Dependendo da situação, pode ser, também, encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps)”, explica.

José Augusto Nenga diz que o mesmo procedimento é aplicado à família da criança, inclusive na Terra Indígena Andirá-Marau, no Rio Andirá, na qual se trabalha regularmente o Programa de Saúde Mental do Dsei Parintins. Por se tratar de estupro de vulnerável, os nomes do autor do crime sexual e do pai da criança violentada são mantidos em sigilo, para evitar a exposição da vítima.

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