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Paratletas amazonenses são convocados para os Jogos Paralímpicos do Rio

Dos 278 competidores convocados para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, dois são amazonenses. Laiana Batista, do vôlei sentado, e Guilherme Marcião, do tênis de mesa. A convocação aconteceu na manhã desta terça-feira (19) no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP).

Apesar dos nomes terem saído pela manhã, Laiana só descobriu  que havia sido convocada após amigos começarem a mandar mensagens de felicitações.

“Eu não tinha visto o telefone, estava dando aula e vi um parabéns, você foi convocada e depois de uma colega de quadra também mandou. Eu não esperava tanto, porque éramos 18, mas podia ou não estar dentro. Quando recebi a notícia, eu pulei de alegria, não contive as lágrimas. Estava com os meus alunos  e eles choraram junto comigo. Foi muita emoção”, contou.

A atleta disse que está ansiosa para o início dos treinos e da preparação para a Paralimpíada. O grupo irá se concentrar em São Paulo a partir do dia 21 de agosto. No dia 31, a equipe segue para o Rio de Janeiro. Os Jogos serão disputados entre os dias 7 e 18 de setembro.

Com a seleção brasileira de vôlei sentado, Laiana disputou o Parapan de Toronto, onde foi prata, e no Intercontinental, realizado na China, neste ano, ela conseguiu o bronze. E ela avisa que as anfitriãs vão dar trabalho nos Jogos e brigarão por medalha.

Toda essa alegria seria impensável para a atleta quando ela sofreu uma dengue hemorrágica na adolescência, que causou uma sequela na perna direita conhecida como Síndrome de Guillain Barret.

Formada em educação física, ela começou a dar aulas. Em 2014, durante um curso antes da realização dos Jogos Adaptados André Vidal de Araújo (Javas). Laiana conta que escolheu a bocha, por ter alunos com paralisia cerebral, mas após uma peça pregada pelos colegas, a professora Shirley Amaral e Eldo Gomes, ela acabou na turma de vôlei.

“Eles disseram que tinham acabado as vagas porque eu tinha um amigo que falava ‘a Laiana vai pro vôlei para conhecer ro presidente da federação’ e aí eu fui parar no vôlei, mas foram eles. Foi culpa deles”.

Durante a palestra, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei Sentado, convocou Laiane.

“Ele me convocou na frente de todos os meus colegas de profissão no curso. Eu olhei sem reação nenhuma não planejava mais nada, nunca joguei esse negócio de voleibol sentado. Disse que só iria acreditar quando ele mandasse a passagem. E em março e 2015, ele mandou”, relembra.

Já Guilherme Marcião chega forte para os Jogos. Além do Pentacampeonato brasileiro conquistado em 2016, ele foi bronze no Aberto da Eslovênia de Tênis de Mesa Paralímpico, na cidade de Lasko (Eslovênia), no mês de maio. A convocação dele havia sido anunciada em março, mas foi oficializada ontem.

Pela primeira vez o País terá representantes em todas as 22 modalidades que compõem o programa dos Jogos Paralímpicos. Ao todo, serão 181 homens e 97 mulheres com a tarefa de atingir a meta de ficar entre os cinco melhores no quadro geral de medalhas. O objetivo foi estabelecido após a sétima posição nos Jogos de Londres-2012 (21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze – 43 no total).

Os 278 atletas estarão acompanhados de 16 atletas-guia (atletismo), três calheiros (bocha) e mais dois goleiros (futebol de 5).

Do acritica

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