Parintinense realiza sonho de jogar em time profissional e participa de campeonato em Manaus

Gilson Almeida | 24 Horas

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Parintins (AM) – O parintinense Rodrigo Ferreira, de 18 anos, está realizando o sonho de se tornar jogador de futebol profissional fazendo parte do elenco do time da série B Atlético Rio Negro Clube. O time após golear o Atlético – AM de 5 a 1, dia 6 de novembro, no estádio Ismael Benigno (Colina), em Manaus, avançou para as semifinais do Campeonato Amazonense. Rio Negro enfrenta o Clipper nesta quinta-feira (19), na Arena da Amazônia, às 19h.

O atleta é filho de Luiz Ribamar de Souza Ferreira e Rubia Lopes de Andrade. Em Parintins, Rodrigo mora do bairro São Vicente onde jogava futebol com os amigos no campo da gávea. Há aproximadamente cinco meses ele viajou da Ilha Tupinambarana para a capital amazonense em busca de realizar o sonho. “Quando cheguei aqui o time me acolheu, gostou de mim, gostou do meu talento e me senti muito grato. Logo em seguida comecei a treinar e chegaram os jogos, e hoje estamos numa semifinal graças a Deus”, disse.

Dia 15 de setembro Rodrigo fez uma publicação nas redes sociais dizendo que estava feliz pelas coisas boas que estavam acontecendo em sua vida, mas que esse estava sendo um ano complicado para ele e para a família. No post ele disse que ainda nem estava acreditando que se tornaria um atleta professional. “Há dois meses eu vinha voltando para minha casa de um outro estado com um desânimo muito baixo no avião por ter fracassado no objetivo do meu sonho. Quando cheguei minha família me deu todas as forças possíveis, mas mesmo assim eu seguia muito triste”, escreveu.

Na publicação, Rodrigo que é de família humilde, expôs que antes de viajar para Manaus, sua família estava passando por necessidades, o que foi difícil para ele ver tudo isso, que fez ele pôr em mente que tinha que fazer algo para ajudar sua família a sair dessa situação. “Logo em seguida minha família começou a vender churrasco a tarde e à noite. O meu pai assava, minha mãe preparava e eu entregava. Tudo isso em meio a pandemia. Tudo para manter a comida de todos os dias do amanhã. Tinha dias que eu via minha mãe orando e chorando no quarto, eu não aguentava e chorava com ela, mas no meu quarto sozinho, eu falava à Deus que eu queria ajudar minha família de outra maneira que eu não estava aguentando ver minha mãe assim. Comecei a pensar coisas ruins (fazer coisas erradas). Querendo ou não eu sempre achei que eu nunca dei orgulho para minha família, e sim trabalho. Comecei a me afastar dos ‘meus amigos’ na pior fase, em meio de tudo isso desanimei e comecei a cair de ritmo eu já não era mais o mesmo, eu estava mal. Há seis dias eu estava entregando comida nas casas as 12h, a minha família ainda continua lá na beira do fogo que não é nada fácil. Se eu estou aqui hoje é por conta deles e para dar uma vida melhor para minha família, eles já fizeram muito por mim, agora é minha vez. NUNCA DEIXE DE SONHAR”, publicou o jovem.

“Só tenho a agradecer a Deus pela oportunidade de me tonar um jogador profissional daqui da capital. É uma alegria para mim, para minha família. Tenho certeza que eles estão muito orgulhosos de mim e meus amigos também. Desde criança sonhei em me tornar um jogador profissional. Sempre joguei pelos campos de Parintins, pelo bairro jogando pelada e estar aqui é agradecer a Deus. Estou muito feliz”, concluiu.

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