Parintinenses estão revoltados com racionamento de energia de fornecedora

População na frente da Amazonas Energia em Parintins quando racionamento estava constante Foto: Reprodução de 2014

Da Redação | Parintins 24 Horas

[email protected]

Há quase um mês, a distribuidora de energia tem realizado interrupções emergenciais de fornecimento em Parintins, alternadamente, para fazer alívio de carga, em virtude de problemas nos grupos geradores da usina instalada no centro da cidade. Os desligamentos são praticados pela empresa Amazonas Energia desde o dia 26 de agosto.

Marina Campos Maciel, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins. Foto: reprodução

As frequentes falhas da prestação do serviço de energia elétrica na cidade resultaram em Inquérito Civil nº 008/2019, instaurado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), no início de setembro. Com a medida, a titular da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins, Marina Campos Maciel, cobrou a normalização do fornecimento de energia.

Com o Inquérito Civil, a promotora de justiça buscou a garantia da continuidade do fornecimento de energia na cidade, em defesa dos direitos dos consumidores parintinenses, mas a empresa não sanou as falhas. A crise energética em Parintins se agravou com uma explosão e um incêndio na usina, na tarde desta terça-feira, 24.

O sentimento de medo ronda quem mora nas proximidades da termoelétrica, como a família do funcionário público, Adson Silveira. “Muitos reclamam dos serviços da Amazonas Energia. Eu até já registrei Boletim de Ocorrência quando pegou fogo um motor e todos os vizinhos tiveram que sair de suas casas de madrugada”, conta.

 

Para o professor universitário, Gerson André Albuquerque, a usina é uma espécie de bomba-relógio no centro da cidade. “Em pleno verão amazônico, quando a temperatura fica altíssima, a precariedade dos geradores de energia mostra o desrespeito com a população que, pelo visto, gosta de sofrer calada e se espernear nas redes sociais”, frisa.

 

O funcionário público, Inaldo Albuquerque, propõe uma manifestação para cobrar a normalização dos serviços. “Vamos às ruas protestar contra a Amazonas Energia, antes que morramos todos queimados”, sugere. Já Jéssica Tavares contabiliza prejuízos como a queima de ar-condicionado, máquina de lavar e geladeira. “Difícil desse jeito”, reclama.

Gerlane Paiva moradora do Bairro da União

Do bairro União, Gerlane Paiva considera inadmissível como a empresa trata a população. “Ultimamente, tenho passado mais tempo sem energia em casa do que usando. Tenho filhos pequenos que estudam cedo e são prejudicados, por não terem um bom sono. Somos nós quem arcamos com os prejuízos. Isso é revoltante, é humilhante ”, desabafa.

você pode gostar também