-Publi-A-

PCdoB prepara terreno para as eleições 2018

Ainda falta mais de um ano para as eleições de 2018, mas a direção do Partido Comunista do Brasil, no Amazonas (PCdoB-AM), já planeja a candidatura à reeleição da senadora Vanessa Grazziotin e a eleição de cerca de três deputados estaduais e um deputado federal. Atualmente, o partido somente tem representantes no Senado e na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na figura do vereador Jaildo dos Rodoviários.

“Este é o nosso projeto, eleger um deputado federal e de dois a três deputados estaduais. Pode ser viabilizado ou não. A situação política no Amazonas, assim como no Brasil, muda completamente”, disse Vanessa, se referindo às constantes mudanças e alianças políticas que o Amazonas costuma protagonizar a cada pleito.

A senadora afirmou ainda que o partido descarta uma candidatura ao governo para 2018, que pode fechar uma aliança com o PT – mas não é regra – mas que não irá se fechar a demais parcerias. Para ela, é necessário a existência de uma ampliação de forças políticas.

Em nível nacional, o partido ensaia uma candidatura própria para presidente da República, caso o ex-presidente Lula não saia candidato. Entre os nomes cotados internamente aparece o do ex-ministro do governo do PT, Aldo Rebelo.

Questionada sobre a postura da bancada amazonense, em vista das divergências de opiniões entre ela e os senadores Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD) em assuntos delicados, como reforma da Previdência, trabalhistas, entre outros, ela reforça a existência de pontos de unidade, principalmente em segmentos que envolvem a Zona Franca e grandes obras no Estado. “Mas, no lado político, batemos de frente”.

Ao falar sobre o debate em torno da reforma da previdência, que promete esquentar os ânimos no Congresso Nacional, a senadora afirma que o sistema previdenciário do Brasil não é deficitário, porque trata-se de um sistema isolado e que há dinheiro suficiente para manter a Previdência sem déficits. “Eles querem acabar com a aposentadoria”, afirmou.

Segundo a senadora, em comparação à PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada no final do ano passado, a discussão em torno da reforma da Previdência será mais complicada e que a opinião pública deverá se manifestar com mais rigor, além deste ano ser tão ou mais crítico que o de 2016 do ponto de vista político.

“O ano que passou deixou muita mácula. Acreditava-se que retirando do cargo uma presidente eleita legitimamente iria se resolver tudo e não foi o que aconteceu. A cartada deles (presidente Temer e aliados) é apressar a reforma previdenciária, porque assim ganham alianças. Mas, esses apoios são da maioria do parlamento, que não representa os interesses populares”, acrescentou.

Esquerda

Integrante da oposição no Congresso e de um partido que se autodenomina de esquerda, Vanessa Grazziotin reconhece que sua legenda e os que comungam com essa ideologia sofreu um “baque” com os últimos acontecimentos políticos que culminou com a cassação do mandato da ex-presidente Dilma
Rousseff (PT).

A senadora afirma, ainda, que o atual governo tenta passar uma imagem de que tudo está melhorando no país e que a economia está entrando no rumo, mas garante que a iniciativa é uma tentativa de acalmar
a população.

“Mas, a população vai notar que não aparece emprego, os salários e as condições de sobrevivência não melhoram”, adiantou ela, ao informar que isso vai motivar manifestações pelo país.

Fabiane Morais | EM TEMPO

 

você pode gostar também