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peração no AM apreende mais de R$ 8 milhões em equipamentos usados para garimpo ilegal

Maquinário de remoção de ouro foram apreendidos em operação do Ibama no AM (Foto: Divulgação/IBAMA)

Cerca de R$ 8 milhões em equipamentos usados em atividades de garimpo ilegal nos municípios de Jutaí e Tonantins – a 751 e 865 km de Manaus, respectivamente – foram apreendidos durante uma Operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação começou no dia 2 de abril e seguiu até a terça-feira (10).

A ação, que contou ainda com apoio do Exército Brasileiro, também resultou na aplicação de seis autos de infração pelo crime ambiental.

De acordo com o Ibama, foram encontrados ao longo curso do rio Jutaí seis dragas – embarcações projetadas para remover parte do leito do rio – que não tinham licença para extração de ouro de atividade garimpeira. Cada draga era manipulada por aproximadamente seis garimpeiros.

“O Ipaam deu algumas licenças em 2014 e eram licenças válidas para um período de 6 meses apenas. As licenças não foram renovadas e existia parecer do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) dizendo que deveria ser feito uma vistoria na área para avaliar os impactos da atividade, para renovação da licença”, explicou o chefe da Divisão Técnico-Ambiental do Instituto no Amazonas, Hugo Loss.

Além do maquinário, foi encontrado uma draga colombiana. “Ela não tinha documentação nenhuma, nem de entrada no país”, denunciou.

Loss apontou que, além das licenças estarem vencidas, elas era ilegais. “As licenças foram dadas sem estudo de impacto ambiental, sem parecer técnico, sem audiência pública, ou seja, não seguiam rito de licenciamento previsto na resolução Conama 237”, apontou.

Ele apontou ainda que a área onde foi autorizada a extração de ouro era de cerca de 10 mil hectares, com o agravante de serem terras protegidas por legislação federal. Ele apontou ainda os danos ambientais, como o assoreamento do rio.

“No local existem várias terras indígenas e unidades de conservação federal, como a Reserva do Jutaí. Ali na região é complicada a atividade de garimpo, porque agride muito as áreas sensíveis que têm valor ecológico e antropológico muito alto”, disse.

Com Informações do g1

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