Poeta parintinense Emerson Maia morre em Manaus com suspeita de Covid-19

Da Redação | 24 Horas

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“Gente que partiu pra ficar”. Os versos da toada antológica do Boi Garantido “Junto ao Pé da Roseira” marcam a despedida do compositor dos bumbás do Festival Folclórico de Parintins, Emerson Aguiar Maia, 66 anos, nesta sexta-feira (14). O poeta faleceu no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus, após internação desde o dia 24 de julho. 

O filho do compositor, Emerson Faria Maia, que lhe acompanhava na luta pela recuperação da saúde, confirmou a morte do pai, mas não revelou a causa, apesar da suspeita apontar para complicações geradas pelo novo coronavírus. O poeta, de família tradicional do Boi Garantido, era um dos últimos remanescentes da velha guarda em atividade, mas no lado oposto: no Caprichoso desde 2019.

De identidade vermelha e branca, Emerson Maia emplacou grandes obras musicais a partir da década de 1980, decantadas no festival de Parintins como “Junto ao Pé da Roseira”, em homenagem ao pai, “Lamento de Raça”, “Flor de Tucumã”, “Pura Harmonia”, entre outros sucessos. Foi amo do Boi Garantido, toureiro e vice-presidente na gestão de José Walmir Martins de Lima.

Em 2018, algo inimaginável ocorreu na vida do poeta. Ele e o filho Emerson Faria Maia vestiram a camisa azul e branca como compositores do Boi Caprichoso com duas toadas: “Um Canto Novo de Esperança” e “Fumaça de Ervas”, inseridas no álbum “Um Canto de Esperança para Mátria Brasilis”. Em 2020, o projeto “Terra: Nosso Corpo, Nosso Espírito” tem uma obra da dupla: “Waranã”.

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