Polícia Militar fará reintegração de posse com apoio da Polícia de Choque vinda de Manaus

O coronel Valadares Júnior, comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar de Parintins afirmou que o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), que virá de Manaus, cumprirá os mandados de reintegração de posses de propriedades ocupadas por um grupo sem terras no município.

Segundo Valadares, a ação de retirada dos invasores ainda não aconteceu porque a unidade local da PM não tem equipamentos como bala de borracha, gás lacrimogêneo, e bombas de efeito moral, materiais necessários em casos de reintegrações.

O BPChq deve chegar a Ilha Tupinambarana na quarta-feira, 22, e até a segunda-feira após o festival, 27 de junho, a  operação de retomada de terras no bairro União e Pascal Alaggio devem ser concluídas. “Nós esperamos não chegar ao extremo de ter que usar esses equipamentos. Vamos conversar de novo e negociar a saída pacífica das propriedades. Mas, se houver resistência o Batalhão de Choque vai ter que usar da força moderada”, disse o coronel.

Nas duas áreas invadidas, uma pertencente à Área de Proteção Ambiental do município e a outra de propriedade do empresário Manoel Esteves do Rosário, houve o pedido de reintegração de posse, no entanto os sem terra insistem na ocupação.

Uma ocupante das terras no Pascal Alaggio, que preferiu não ser identificada, disse que a ocupação faz parte da luta pelo direito de todos à terra. Para ela, o poder público tem o dever de discutir com as pessoas que participam das ocupações a questão habitacional em Parintins. “O prefeito, quando foi candidato, disse que ia ajudar a gente a conquistar um pedaço de chão para construir nossa casa. Hoje ele simplesmente ignora nossa luta e trai aqueles que confiaram nele. Nós não vamos perdoar isso”, exclamou a sem terra.

Parintins tem um histórico de ocupações de terras que anos depois vieram a se tornar bairros. Exemplos são o Itaúna I, Itaúna II, Paulo Corrêa e o bairro União, respectivamente ocupados em 1992, 1994, 1997 e 2007.

Como prevê o Artigo 161 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de dezembro de 1940, quem se apropria, no todo ou em parte, de propriedade imóvel alheio pode receber a pena de detenção de um a seis meses, além de multa.

Por Jean Beltrão | RP

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