Populares ocupam Prefeitura de Parintins e cobram transporte escolar

Daniel Sicsu | Jornal da Ilha

Lideranças, pais e alunos das regiões do Laguinho e Zé Açu reuniram-se na manhã desta segunda-feira, 15 de agosto, na sede da Prefeitura Municipal de Parintins, localizada na rua Jonathas Pedrosa, Centro, para cobrar do poder público municipal uma resolução imediata para a paralisação do transporte escolar na Gleba de Vila Amazônia.

Com faixas e gritando palavras de ordem, os manifestantes ocuparam toda a área de recepção da sede do executivo parintinense. Durante o manifesto, todos os acessos para a área administrativa da Prefeitura foram fechados e funcionários acompanharam apreensivos o protesto.

Presidente da comunidade da comunidade São João do Laguinho, Zenael Bentes, lamenta a situação da educação em sua comunidade. “É lamentável, porque a gente depende da educação no interior para que nossos filhos não venham para a cidade estudar, porque é melhor para a gente eles estarem lá”, desabafa.

De acordo com o senhor Ivan Rocha de Carvalho, da comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Laguinho, mais de 300 alunos da região do Laguinho estão sem estudar devido à falta de transporte escolar. “É vergonhoso o que vem acontecendo na educação do município de Parintins. São 28 dias sem aula durante esse ano de 2016”, frisa.

Ivan Carvalho revela que, sem ações concretas da Secretaria de Educação para solucionar a falta de transporte, a solução encontrada pelos comunitários foi ir à Prefeitura para cobrar diretamente o chefe do executivo, o prefeito Alexandre da Carbrás (PSD). “A proposto nossa é só sair daqui depois que tiver uma resposta objetiva, concreta. Nós lamentamos, porque já viemos inúmeras vezes e o secretário não resolveu. Então, a opção é procurar o gestor público, porque achamos que ele pode resolver”, pontua.

Durante a realização do manifesto na Prefeitura de Parintins, Carbrás concedia coletiva de imprensa para anunciar sua renúncia à reeleição e não compareceu à sede do executivo. Até o fechamento desta matéria, os manifestantes não receberam nenhum posicionamento quanto às solicitações.

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