Porto de Parintins é ‘garimpo’ para empresas que se revezam em obras de manutenção

Kedson Silva | Plantão Popular

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Parintins (AM) – Desde quando a obra do Porto de Parintins foi inaugurado, em 2006, e entregue à população parintinense com vária falhas de engenharia, entre elas as treliças invertidas, ocasionando o acúmulo de entulhos fluviais trazidos pelas correntes do Rio Amazonas, principalmente durante os períodos chuvosos e na subida do nível das águas, os problemas parecem não terem fim.

Nos últimos dias, mesmo com novos serviços empreendidos na ponte que liga a administração ao cais flutuante, a treliça, que continua invertida, voltou a receber o acúmulo dos entulhos que descem o rio.

Há dez anos, nesse período, o Porto passa por reformas e manutenções, mas a promessa de solução para a inversão das treliças fica no papel ou é levada pela correnteza junto com milhares de toras de madeira ou bolas de capim retiradas diariamente por embarcações contratadas pela administração do terminal.

Os serviços terceirizados para aliviar o esforço contra a ponte, na remoção dos entulhos fluviais já são vistos desde o início desta semana, gerando novas insinuações em torno dos recursos investidos na obra praticamente inacabada, haja vista a necessidade de novos serviços de engenharia para inverter a posição das treliças, uma vez que a suspensão do nível da ponte na última reforma no ano passado, não foi suficiente para acabar com o problema.

A última reforma aconteceu em 25 de Julho de 2016 com previsão de conclusão da obra para 25 de fevereiro desse ano. No mês de setembro a empresa que fez a suspensão da ponte, terminou os serviços, mas o Porto não foi reaberto por apresentar rachaduras na estrutura física do prédio e no piso de acesso à ponte. Mas desde então nenhum serviço foi ou está sendo feito no local, sendo que o prazo de entrega da obra está para expirar e o Porto continua fechado.

Em conversa com o Plantão Popular, o agente da Capitania dos Portos, Capitão-Tenente Marcelo Barrios comenta que “o Porto tem sua autorização de funcionamento vencida e que a AHIMOC (Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental) precisa apresentar esse certificado que está pendente desde o ano passado, regularizar e fazer a reabertura”.

Enquanto isso, os passageiros que chegam ou vão para outras cidades têm que enfrentar várias dificuldades, entre as taxas de acesso e a lama no acesso ao Porto improvisado na orla do Bairro Dejard Vieira.

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