Precariedade do Ibama em Parintins fará servidores buscarem apoio de Santarém para fiscalizações

Todos os dias balsas com carregamento de madeira são flagradas na região e o Ibama não tem condições de fazer fiscalização rigorosa.

Operações são realizadas na divisa entre os municípios do Amazonas e Pará

Katiuscia Ferreira | 24 horas

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Parintins (AM) – O escritório regional do Ibama em Parintins tem enfrentado sérios problemas para manter as fiscalizações. A precariedade do órgão em todo o Brasil é ainda mais gritante na região amazônica. No baixo Amazonas o problema é ainda mais sério, com pouco efetivo, sem concurso público e com os funcionários aposentando-se as inspeções contam com apoio de outros órgãos. No último domingo, por exemplo, os militares da Capitania dos Portos de Parintins abordaram a balsa conduzida pelo empurrador João Daniel II com madeira explorada na região do Mamurú, zona rural de Parintins.

A balsa ficou detida e a fiscalização do Ibama comprovou a ilegalidade de 30 metros cúbicos de madeira. “Foram apresentados documentos, mas tinha 30 metros cúbicos a mais das espécies pau d’arco, sucupira, massaranduba”, informa o chefe do escritório do Ibama, Messias Cursino ao anunciar que a carga tinha como destino o município de Santarém.

Com relação a falta de estrutura no órgão na Ilha Tupinambarana, Cursino informa que buscará apoio do Ibama em Santarém. “A fiscalização para ser completa precisamos de um outra estrutura. Não temos estrutura para chegar lá. E nós vamos estabelecer parceria com Santarém, pois lá eles têm helicóptero e uma estrutura maior”, concluiu.

Os proprietários da carga serão multados em R$ 5 mil reais por metro cúbico de madeira explorada de forma irregular.

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