Prefeito de Coari, Adail Filho renuncia ao cargo

Adail comunicou, por meio de carta, que ficará afastado do cargo até 31 de dezembro deste ano, voltando à prefeitura em 1º de janeiro, já que foi reeleito nas últimas eleições municipais.

O prefeito de Coari, Adail Filho, renunciou ao cargo na manhã da quarta-feira (18). O anúncio foi feito por meio de uma carta entregue à Câmara dos Vereadores. No documento, o agora ex-prefeito afirma que renunciou por motivos de saúde.

Apesar do afastamento, Adail voltará ao cargo no dia 1º de janeiro de 2021, para cumprir novo mandato, já que foi reeleito nas últimas eleições municipais.

“Isto (renúncia) se dá em virtude de problemas de saúde que venho enfrentado ao longo de pouco mais de um ano, os quais foram sensivelmente agravados por conta do COVID-19 que fui acometido há pouco, enfermidades essas que exigem um tratamento médico mais eficaz e intensivo”, diz um trecho da carta assinada por Adail.

No documento, Adail esclarece que o afastamento é até o fim deste ano. Ele seguirá para seu segundo mandato seguido, após vencer as eleições com mais de 22 mil votos.

“Desta forma, torna-se induvidoso o meu afastamento do cargo de Prefeito do Município de Coari pelo restante do ano de 2020, o que garantirá a retomada plena da minha saúde, condição indispensável para exercer o meu novo mandato outorgado pelo povo coariense, cujo início se dará em 1° de janeiro de 2021”, esclarece.

Com a saída de Adail, quem assume o cargo, até o dia 31 de dezembro deste ano, é a presidente da Câmara de Coari, Jeany Pinheiro, conforme estabelecido na lei orgânica do município, do regimento interno da Câmara.

Em setembro de 2019, Adail Filho foi acusado de cobrar propina para quitar débitos da prefeitura.

A polícia fez busca e apreensão na casa da irmã dele, a deputada estadual Mayara Pinheiro, do PP. Promotores afirmam que o prefeito comandou o desvio de mais de R$ 100 milhões, em dois anos.

Segundo as investigações, Adail Filho pagava fornecedores que não recebiam da prefeitura há anos. Em troca, cobrava dos empresários 30% do valor da dívida. Ainda segundo o MP, o prefeito também arrecadava propina fraudando licitações.

À época, ele negou as acusações e disse que a prisão temporária é desnecessária porque se colocou à disposição das autoridades. A deputada Mayara Pinheiro também chamou de desnecessária a prisão do irmão, Adail Pinheiro Filho.

Com informações do g1

você pode gostar também