Professor de artes marciais denuncia policiais militares por agressão em Manaus; ‘Quebrou meu nariz e acertou meu olho’, relatou

Mulher da vítima, grávida de sete meses, teria sido empurrada por PMs. Corregedoria diz que acompanha caso para apuração dos fatos. Policial citado em Boletim de Ocorrência nega acusações.

O professor de artes marciais Tadeu Silva, de 36 anos, denunciou que foi agredido por três policiais militares, na tarde desse domingo (11), em Manaus. Ele conta que saía de casa, no bairro Coroado, quando foi abordado pelos PMs e, mesmo sem reagir, foi agredido. O Boletim de Ocorrência (BO) do caso foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Conforme relatos, a mulher de Tadeu, que está grávida de sete meses, tentou intervir ao ver o marido sendo agredido, mas foi empurrada por um dos policiais da guarnição. A Corregedoria Geral da Polícia Militar disse estar acompanhando o caso para apuração dos fatos.

“Eu estava saindo de casa para ir paro o trabalho quando o policial veio correndo, mandou eu encostar na parede. Eu encostei, levantei minha camisa e disse que não era bandido. Quando falei isso, um outro policial veio me agredindo com um soco, que quebrou meu nariz e acertou meu olho. E foi me ameaçando”, relatou Tadeu à Rede Amazônica.

 

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pelo casal, a guarnição era comandada pelo capitão Paulo Furtado, da Força Tática da PM. Por telefone, o capitão informou a reportagem que está de férias e, desde o dia 6 deste mês, estava em Natal (RN), e só retornou a Manaus na manhã desta segunda-feira (12).

O capitão negou as acusações do professor e disse que a defesa deve tomar medidas cabíveis. “Eu estou há 12 dias de férias, publicadas em Boletim Geral. Não tinha como eu ter estado nessa ocorrência. Não sei de onde ele tirou que fui eu, que eu estava”, declarou Furtado.

O oficial tem outras acusações por emprego de violência em abordagens policiais comandadas por ele. Um dos casos foi contra um jovem de 19 anos, que foi baleado na cabeça, em 2014, por um dos integrantes da guarnição. Sobre isso, o capitão declarou que o fato ocorreu durante troca de tiros com criminosos e o caso já foi esclarecido.

Nas redes sociais, o capitão também está envolvido em polêmicas. Em julho deste ano, dias antes de um protesto pró-democracia na capital, ele chegou a postar em uma página que estava separando balas de borrachas para usar na ocasião, mas foi repreendido por um colega, que disse que estaria com balas de verdade para se defender do ato.

*Com informações de Fábio Melo, da Rede Amazônica.

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