Professores criam mostra permanente “Sons de Parintins” que trata sobre a história das toadas

Foto: Gilson Almeida.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Fruto de um projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc, os professores e pesquisadores Diego Omar da Silveira, Ericky Nakanome e Adriano Magalhães Tenório criaram a mostra permanente “Sons de Parintins” que trata sobre a história das toadas que são eternizadas nos repertórios musicais dos bois Caprichoso e Garantido, sendo o ritmo parintinense. O espaço foi criado no hall do prédio 1 do Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A abertura da mostra ocorreu na noite desta segunda-feira (22) em que foi comemorado o Dia Nacional da Música e do Músico.

A solenidade obedeceu aos protocolos de segurança dos órgãos de saúde, contou com apresentação de artistas locais e teve a presença de compositores renomados como Fred Góes, Adriano Aguiar, Alder Oliveira, entre outros. Além disso, a mostra permanente “Sons de Parintins” contem livros que contam sobre a cultura amazonense, grafites, esculturas, toca disco de vinil, capas de CDs dos bois Caprichoso e Garantido, instrumentos musicais, fotografias e outras coisas. Ainda mais, no evento foi feita uma homenagem ao professor da UEA, Rener Dutra, que faleceu dia 08 de janeiro aos 59 anos. Rener teve uma grande participação na área da educação no município, era incentivador da cultura local e apaixonado pelo Boi Caprichoso.

Foto: Gilson Almeida.

O Prof. Dr. Diego Omar é mineiro e mora em Parintins há 10 anos. Ele é torcedor e conselheiro de artes do Boi-Bumbá Caprichoso. Ele conta que já se considera parintinense e que o objetivo da criação do projeto é deixar registrado a história das toadas e torná-la acessível a toda população. “Nós contratamos artistas para fazer grafite, distribuir o recurso e produzir um espaço que agora vamos começar a utilizar, trazendo as escolas pra cá para conversar, para dialogar com os próprios compositores e contar a história da toada desse jeito, a partir da nossa interpretação e a partir da criatividade de cada um. A ideia é basicamente contar a história da toada a partir dos eixos temáticos dela. A primeira parte é dedicada a morena bela, ao luar. A segunda é dedicada ao caboclo, depois vamos para o indígena, fé, compositores, galera. A ideia é essa, soltar a imaginação para conversar sobre a música parintinense, sobre a toada”, falou Diego Omar.

Foto: Gilson Almeida.

Ericky Nakanome destaca que as toadas estão disponíveis para download por meio do QR Code presente nas obras expostas ne mostra permanente. “Essa mostra permanente vai ficar para Parintins, sons da toda que passeiam um pouco sobre a sonoridade do parintinense, que é a toada de boi-bumbá, falando um pouco sobre a tradição do boi, sobre a vida do caboclo, sobre os povos indígenas, as tradições e relações com a religião, as toadas de rua. Então é um passeio musical que você vir aqui assistir e escutar que cada obra tem um Qr Code onde aponta a câmera do seu celular e escuta as toadas que estão em exposição aqui na UEA”, disse Ericky Nakanome.

Adriano Magalhães Tenório é manauara, trabalha no município de Barreirinha e enfatiza que para ele foi uma satisfação trabalhar com o Diego Omar e com o Ericky Nakanome. “Eles são duas pessoas que estão aí fazendo a diferença em vários projetos interessantes aqui para Parintins. Eu fui aluno do Diego então temos uma história de trabalho juntos e quando ele nos convidou para fazer isso ficamos bem empolgados e as coisas foram acontecendo”, salientou.

A mostra permanente “Sons de Parintins” é aberta ao público e funciona no horário de expediente do Cesp/UEA.

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