Professores da Seduc protestam nas ruas de Parintins

Foto: Marcondes Maciel

Uma manifestação em protesto ao descaso do Governo do Estado do Amazonas em não atender a lei de reajuste do piso salarial e o acordo de efetivação do plano de saúde reuniu um grupo de professores da rede estadual que saíram em caminhada pelas ruas de Parintins. A mobilização aconteceu na tarde de terça-feira, 15 de março, e teve como foco também o posicionamento contrário a entrega das escolas públicas às organizações sociais e a militarização de escolas. Por todo o dia os professores paralisaram as atividades em sala de aula e realizaram encontros na sede da delegacia do Sinteam.

Os professores, acompanhados de um carro de som, carregavam faixas e cartazes com frases de efeito político: “Operação respeito do professor. Eu apoio”, “Salário digno ao professor”, “Já são dois anos sem reajuste”, “Cadê os 13% de 2015 e os 11% de 2016 anunciados pelo governo”, “Reajuste é lei, faça valer esse direito”. Os educadores se concentraram na praça da igreja São Benedito e seguiram pela avenida Amazonas até a catedral Nossa Senhora do Carmo.

Durante todo o percurso da manifestação, eram proferidas palavras de ordem e discursos de cobrança ao Governo do Estado. As reivindicações fazem parte do dia de “Paralisação Didática nas Escolas da Seduc”, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e em Parintins foi coordenada pela delegacia local.

Professores da SEDUC caminhando pelas ruas de Parintins. Foto: Marcondes Maciel
Professores da SEDUC caminhando pelas ruas de Parintins. Foto: Marcondes Maciel

Um dos manifestantes, o professor Paulo Arcanjo, explicou que a intenção do Governo do Estado em transformar as escolas públicas da Seduc em escolas militares é um contrassenso, uma vez que somente com fardamento e materiais didáticos os pais teriam uma despesa acima do poder aquisitivo do cidadão de classe média. “Só os livros, que são específicos, todos têm que serem comprados porque não se permite apostilas, custam mais de R$ 2 mil”, explicou.

De acordo com delegado sindical do Sinteam em Parintins, professor José Pereira das Chagas, a data base do salário dos professores da Seduc está desatualizada há dois anos, além do plano de saúde que foi definido com governador José Melo que em janeiro de 2016 os professores receberiam uma carteirinha com direito ao plano de saúde. “Isso não aconteceu e nós estamos tendo prejuízos e vamos cobrar nossos direitos. Com essa manifestação queremos mostrar para a sociedade o porquê que nós paramos hoje e a sociedade precisa saber”, disse José Pereira Chagas.

Com relação a possibilidade de paralisação das atividades escolares por parte do professores, José Pereira assegurou que tudo dependerá das negociações entre o Sinteam e o Governo do Estado. “Estamos estudando. Não podemos deixar de dizer que não pode haver, porém ainda estamos em negociação. A greve é a última instância que devemos tomar, porém o que nós queremos é que o governo cumpra com aquilo que é de lei e aquilo que foi acordado entre o sindicato e o governador José Melo”, frisou.

Fonte: RP

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