Profissional da saúde supera Covid-19, com sucesso do isolamento e tratamento em casa

Fotos: Divulgação

Por Gerlean Brasil

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Parintins (AM) – A auxiliar de patologia clínica do Hospital Jofre Cohen, Socorro Souza, 43 anos, passou 14 dias em tratamento, em isolamento domiciliar, com acompanhamento médico. Ela acredita ter sido contaminada pelo coronavírus durante os plantões hospitalares, onde tem contato com pacientes para a coleta de sangue para o diagnóstico da doença.


A profissional da saúde deu entrada na emergência do hospital, com sintomas de febre, dor de cabeça, ânsia de vômito e diarreia, mas o teste deu negativo, no dia 22 de abril. Quem atua na linha de frente no combate à pandemia Covid-19, a cada 10 dias realiza exame obrigatório, devido ao contato com pacientes. Socorro Souza fez novo teste, com resultado positivo, no dia 02 de maio.

A auxiliar de patologia clínica passou por protocolos médicos e se afastou do trabalho para ficar em casa, até 16 de maio. No hospital, Socorro Souza recebeu medicação, sem necessidade de internação. A profissional da saúde começou o tratamento em casa e passou por avaliação médica por duas vezes, uma no prazo de 72 horas, depois do diagnóstico, outra, a última, no dia 07 de maio.

Em duas semanas, mesmo assintomática, Socorro Souza cumpriu rigorosamente o isolamento em casa, na companhia do marido, o agente de endemias Dênison Pinto, junto com mais dois filhos adolescentes de 13 e 17 anos. Os três familiares foram submetidos à exame e não contraíram a doença. “Realmente, o isolamento é eficaz, é a melhor forma de não passar o vírus adiante”, alerta.

Consciente dos riscos da doença, a profissional da saúde teve o cuidado de comunicar aos vizinhos e que só iria sair de casa para ir ao médico. “A responsabilidade é minha com as pessoas, mesmo eu assintomática, porque não tem como saberem se a gente tem ou não a doença. Eu precisava do apoio dos vizinhos. Também usei o serviço de disk entrega para comprar alimentos”, ressalta.

Auxiliar de patologia clínica estava assintomática no período em que ficou em casa por duas semanas.

Socorro Souza enfatiza o isolamento como medida eficiente contra a proliferação da Covid-19, por entender que ninguém consegue trabalhar sem saúde. “Para esse vírus não se prolongar, necessitamos desse isolamento. É angustiante ficar longe de tudo, mas evitamos transmitir a doença aos colegas ou à pacientes negativos. É um cuidado muito grande que temos que tomar”, afirma.

A auxiliar de patologia clínica voltou a atuar no hospital, no plantão das 7h às 19h, no domingo (17). “Nunca trabalhei tão feliz, em todos esses anos, como nesse dia. Para quem fica em tratamento em casa, é uma incerteza dos sintomas, porque não fazemos ideia do amanhã. O nosso psicológico fica muito abalado, só de pensar se no outro dia, a gente estará bem, mesmo sem sintomas”, relata.

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