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Projeto do SEBRAE tem resultados excepcionais em Parintins

Experiência atinge 100% de resultados e rebanho leiteiro dá salto de 15 anos

Floriano Lins

Superaram todas as expectativas de técnicos e pecuaristas envolvidos nas experiências de melhoramento genético do rebanho bovino leiteiro de Parintins. A iniciativa do Sebrae Amazonas, com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas, tem a participação de três criadores na sede e no interior do município.

A oportunidade veio através do programa Sebraetec, de inovação e tecnologia. O Sebrae proporciona ao pecuarista o acesso à genética do melhor rebanho leiteiro do Brasil. Hoje, as doadoras de genética são da fazendo do BASA, uma fazenda referência, de Minas Gerais, em questão de gado leiteiro. “Esse índice zootécnico de confirmação de prenhez em Parintins é fantástico, porque o produtor viu que, com o incentivo do Sebrae e dos parceiros que somam com o projeto no município, a iniciativa só tem a crescer”, diz o analista técnico do Sebrae, Erivan Oliveira.

Avaliações técnicas realizadas até o final da semana passada apontam um resultado de cem por cento nas inseminações realizadas em animais de três fazendas. Parintins entrou no circuito do projeto em novembro de 2017 e os resultados na produção de leite são esperados para daqui a 3 anos. , um salto de 15 anos em se tratando de melhoramento da produção láctea do município

Erivan considera os resultados excepcionais e que com os índices atingidos, Parintins fica entre as melhores fazendas do Brasil. “Em se falando de melhoramento genético, estamos avançando em 15 anos. É como se estivéssemos falando daqui a quinze anos que esse cruzamento tivesse sido feito hoje, aqui em Parintins”, festeja o técnico.

De vinte vagas ofertadas pelo programa, houve a adesão de onze produtores, mas somente três realizam o melhoramento genético do rebanho leiteiro. As primeiras propriedades a aderiram e obterem resultados do projeto são a Fazenda Espírito Santo, do médico Renato Menezes, na comunidade Murituba, estrada da Gleba Vila Amazônia; a fazenda Nova Esperança, do Pecuarista Adinamar Lima, na região do Uaicurapá, e Fazenda Boa Vista, a Fazendinha, do pecuarista Naldo Santos, na Estrada Odovaldo Novo.

“Sabendo, pelos estudos, que um dos pilares da economia de Parintins é a pecuária, e continua sendo, não mais com a intensidade que tinha, o Sebrae decidiu voltar a atenção para o setor e abriu espaço para que 20 produtores pudessem participar do projeto, onde três pecuaristas aderiram ao Projeto de Melhoramento Genético e hoje Parintins tem resultados ao nível das melhores fazendas do país”, cita Erivan Oliveira.

O Sebretec subsidia o custo para o produtor e para o pecuarista, onde o Sebrae paga 70 por cento do valor dos serviços e o produtor entra com 30 por cento, sendo que o valor do produtor ainda pode ser parcelado. “É uma oportunidade que o produtor que consegue observar que sem tecnologia não há crescimento, ele não perde essa oportunidade”, incentiva.

“Resultado será no balde”

Para o médico veterinário, Hermes Pessoa, uma dos principais incentivadores do programa em Parintins, “um dos questionamentos não só da sociedade local, mas o Sebrae percebe esse questionamento, é saber porque o declínio da pecuária de Parintins, porque o gargalo, porque a inércia para sair da crise?”.

“Em 2015, em companhia do então deputado estadual Bi Garcia, fomos ao Sebrae e conhecemos o projeto com o Erivan. Fomos com o então deputado para coloca-lo dentro do tema de resgate da pecuária, tanto de leite como de corte. Uma forma de seguir alguém que está com a lanterna na mão e seguir o foco. E o Sebrae tem a tecnologia, os recursos e os meios para envidar esforços, junto com o produtor e sair da crise” lembra Hermes.

Na época estivemos em uma propriedade do maior produtor de leite do estado, José Mário, em Presidente Figueiredo e o deputado pediu que déssemos, enquanto produtor, técnico e servidor e representante do Ministério da Agricultura, o apoio que o Sebrae precisasse em Parintins.

Com os resultados das experiências de melhoramento genético, os resultados na produção leiteira virão com os primeiros produtos da transferência de embriões entrando em produção leiteira, o que ocorrerá daqui três anos, seguramente. Esses resultados serão de muito agrado para comunidade.

De acordo com Hermes, “o melhoramento genético, de forma bem didática, é você pegar o melhor pai, a melhor mãe, o melhor reprodutor, a melhor matriz, fazer a fecundação in vitro, em laboratório, e trazer esse embrião fecundado e sexuado pra fêmea, em se tratando de gado leiteiro. Hoje os índices chegaram a cem por cento. A partir daí, vamos ver a diferença no balde”.

Agora o Sebrae já acena com projeto de recuperação de pastagens degradas e melhoramento do rebanho de corte nos mesmos moldes deste do rebanho leiteiro, fazendo a transferência embrionária para as propriedades locais. “Teremos níveis zootécnicos iguais aos das melhores fazendas do pais, com um preço infinitamente menor”, diz o médico.

Para ele, um passo importante é buscas a parceria do município “e isso já estamos buscando, porque temos consciência da importância da pecuária como um dos braços fortes da economia de Parintins”.

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