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Queda de braços: Defensoria Pública afirma que homem morreu por falta de oxigênio e Prefeitura de Parintins nega o caso

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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É travada uma queda de braços entre a Prefeitura de Parintins e a Defensoria Pública do Amazonas pela causa da morte do parintinense Silvano Cidade Fonseca, 42, falecido na manhã deste domingo, 24, às 07h20min, no hospital Jofre Cohen.

Segundo a Defensoria Pública, a morte de Silvano teria acontecido pela falta de oxigênio aos leitos do hospital. Em nota divulgada na noite a ontem, a Prefeitura de Parintins negou a narrativa, informando que a unidade hospitalar possuía material suficiente para atender os pacientes. “No momento do óbito haviam 17 cilindros cheios no hospital. Portanto, não há que se falar em óbito decorrente de ausência de oxigênio. Enfatizamos que, desde o início da pandemia, o hospital tem feito uma série de melhorias em sua estrutura, como a ampliação de leitos – de 80 para 135”, disse a nota.

Na mesma noite, nas redes sociais, o prefeito de Parintins, Bi Garcia, informou que tomou providências para investigar o caso. “Determinei imediatamente que se faça um processo administrativo para apurar o que aconteceu no amanhecer do dia, porque estive com o paciente, conversamos. Ele estava tranquilo, sendo bem atendido pela equipe médica, seguindo todo o protocolo estabelecido. Vamos apurar as responsabilidades e determinei que seja apresentado urgentemente um parecer sobre essa perda”, garantiu.

Bi Garcia visitou o hospital Jofre Cohen e acompanhou de perto o caso. “Não tenho dúvida de afirmar que nós tínhamos oxigênio suficiente. Houve queda de pressão na rede, mas isso não é motivo para levar pacientes a óbito. Se houvesse uma falta de oxigênio, a exemplo do que aconteceu em Manaus e outros municípios, correríamos risco. Não é nosso caso”, explica.

Segundo o prefeito, no momento da morte de Silvano Fonseca, o hospital possuía 17 balas de oxigênio abastecidas para casos de emergência. No dia 15 de janeiro houve risco de falta de oxigênio, devido a crise registrada em Manaus-AM. Ainda segundo Bi Garcia, além da usina e do tanque de oxigênio, o município recebe uma média de 80 cilindros de oxigênio por dia que são constantemente abastecidos em Manaus-AM.

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