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Quintais Urbanos certificados como “Canteiros de Bem Viver”

Fotos: Floriano Lins

Iniciativa da ONG TEIA visa incentivar a valorização dos espaços urbanos e a conservação do meio ambiente.

Por Floriano Lins

“Pra mim, elas são uma terapia. Eu gosto muito de plantas, adoro minhas plantas”. A  avaliação é de dona Maria da Silva e Silva, moradora da Rua Carlos Brandão, no Bairro Castanheira, zona Leste de Parintins. O quintal de dona Maria é um dos quatro certificados na manhã desta quinta-feira, 28, como “Canteiros de Bem Viver”.

Dona Maria não tem um controle de quantidade, mas diz ter em redor de sua casa entre duzentos e trezentos exemplares de espécies variadas entre ornamentais, medicinais, hortaliças e frutíferas. A entrada de sua casa é um convite a quem chega, além de ter o pátio da casa cercado de vasos e canteiros.

Certificados

A entrega dos certificados foi realizada por um grupo de ambientalistas populares, integrantes da ONG Teia de Educação Ambiental e Interação em Agrofloresta.

A certificação é uma forma de incentivo à organização e utilização dos espaços urbanos para o cultivo de plantas frutíferas, medicinais, ornamentais e hortaliças. Além disso, os
ambientalistas populares incentivam a criação de pequenos animais e a destinação ecologicamente correta dos resíduos produzidos pelas famílias.

Na Rua Furtado Belém, Zona Centro, o quintal certificado foi o do eletricista Heitor Garcia. Heitor aproveita cada palmo de chão de seu quintal para o que os ativistas chamam de
comunidade das espécies em perfeita harmonia com o ambiente.

Na chegada do grupo, composto por professores, jornalistas, viveiristas, feirantes da Feira de Quintais, além do vereador Tião Teixeira, Garcia mostra o bom trato dado às espécies ornamentais, frutíferas e medicinais.

“Me faz bem tratar delas. É uma terapia que me dá saúde”, diz o eletricista, enquanto mostra uma árvore carregada de fruto de jabuticaba. “Romã é ótima contra os males da garganta”, comenta um dos visitantes ao contemplar as romãzeiras floridas e com frutos em desenvolvimento.

Outro que aproveitou para oferecer uma mini-aula de como administrar os cerca de cem metros quadrados de seu quintal, na Rua Padre Francisco Luppino, Bairro Itaúna II, foi o aposentado Artêmio Guedes Araújo. Homem de palavra fácil, Artêmio cultiva dezenas de espécies no pequeno espaço e ainda dá exemplo de como evitar danos ambientais com os resíduos que produz. A tradição do cultivo das plantas vem de família, diz o quintaleiro ao mostrar sua experiência na lida com as plantas.

Quintal de Neuza Lira. Foto: Floriano Lins

Na Rua Uaicurapá, Bairro São Francisco, dona Maria Neuza Lira dos Santos, é exemplo de convivência harmoniosa com plantas ornamentais e medicinais. Neuza está sempre inovando e o seu quintal é um verdadeiro Canteiro de Bem Viver.

Seleção

Os quintais são pesquisados por integrantes da TEIA através de Rodas de Saberes de Quintais, onde ocorrem as trocas de experiências com vistas ao compromisso de luta incessante pela revitalização do saber popular. “Por menor que seja o espaço, há sempre uma preocupação em manter a tradição dos antigos terreiros, onde as famílias cultivavam do alimento ao remédio caseiro, criam pequenos animais e ainda reservam um espaço para seus folguedos”, assinalam os organizadores da certificação dos “Quintais Urbanos – Canteiros de Bem Viver”.

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