Rai Cardoso e Everaldo Batista não apresentam fatos novos e sentença deve sair em 30 dias

A audiência de instrução e julgamento dos vereadores Rai Cardoso (PMDB) e do presidente afastado da Câmara Municipal por força judicial, Everaldo Batista (Pros), foi considerada positiva por parte da promotora pública Carolina Monteiro. Os réus, Ministério Público e os advogados de defesa e acusação tiveram uma audiência de 4 horas, na manhã de quarta-feira, 18 de maio, porém nenhum fato novo foi apresentando e os argumentos tiveram como base os relatos contidos nos autos do processo.

De acordo com a promotora Carolina Monteiro, foram colhidas as provas, ouvidas as testemunhas, ouvidos os réus e a partir de agora o processo vai aguardar a apresentação dos memoriais por parte da acusação e da defesa. “Não houve surpresa, foi relatado basicamente o que consta nos autos, ou seja, de acordo com a investigação que foi iniciada pelo Ministério Pública que culminou na denuncia”, relatou a agente ministerial.

A promotora informou que as testemunhas da acusação eram as mesmas da defesa e reafirmou que não foi apresentada nenhuma testemunha surpresa e nem uma prova que pudesse mudar os rumos dos fatos. “Ainda não está na fase da sentença. Agora serão apresentados os memoriais, que são os últimos documentos, ou seja, a última oportunidade em que a acusação e a defesa falam. Após isso virá a sentença”, disse.

A sessão de julgamento de instrução foi presidida pela juíza de direito Eline Paixão.  A magistrada confirmou que os depoimentos das testemunhas, os argumentos de defesa e acusação foram os mesmos que constam no processo. “O processo vai ser disponibilizado sobre exatamente o que foi dito. Agora serão as alegações finais sobre o que foi dito em audiência e o processo com a sentença deve ocorrer em cerca de um mês”, explicou.

Os vereadores Rai Cardosos e Everaldo Batista durante todo o tempo permaneceram nos corredores do Fórum de Justiça de Parintins, antes de entrarem na sala sem dar detalhes da audiência. Após prestarem depoimento os dois vereadores saíram do fórum sem conceder entrevista para a imprensa.

Os advogados de defesa de Everaldo Batista, Maria Benígno, e de Rai Cardoso, Marco Aurélio Choy, ao saírem da sala de audiência preferiram manter o silêncio e não aceitaram conversar com a imprensa.

Denúncia

Everaldo Batista e Rai Cardoso foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, Comarca de Parintins. Os vereadores são acusados pelos crimes de peculato, estelionato e falsidade ideológica, no caso envolvendo a “troca e venda gasolina” junto ao empresário Swami Miranda Viana.

Marcondes Maciel | RP

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