Rei de Marrocos demite três ministros

Os ministros demitidos são o da Educação, Mohamed Hasad, o da Habitação, Nabil Benabdalah, e ainda o da Saúde, Huseín Luardi, segundo o comunicado.

O secretário de Estado da Formação Profissional, Larbi Bencheij, e o diretor do Escritório Nacional de Água e Eletricidade (não dependente do governo), Ali Fasi Fihri, também foram dispensados das suas funções.

A decisão de Mohammed VI foi tomada depois da entrega de um relatório do Tribunal de Contas que declara “atrasos” nos projetos de desenvolvimento na cidade de Al-Hoceima, uma das principais razões para os protestos dos últimos meses que já levaram à detenção de mais de 300 pessoas.

O relatório sublinha os “atrasos” e os “desequilíbrios” na administração dos ministros em causa.

O rei já tinha considerado a 13 de outubro, de acordo com a agência noticiosa oficial MAP, que o modelo de desenvolvimento do seu país continuava a ser incapaz de “satisfazer as necessidades” dos marroquinos, apelando o Governo a “reconsiderar”.

Marrocos tem significativas desigualdades sociais e territoriais.

Esta descrição tem eco imediato na crise que afeta desde há um ano a região do Rif, no norte do país, onde se tem desenvolvido um movimento de contestação popular que reivindica o desenvolvimento da região.

Em 2015, deveriam ter sido lançados vários projetos de infraestruturas, mas sofreram vários atrasos, o que agravou a situação.

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