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Reitor da UEA considera inviável curso de medicina em Parintins

O reitor da UEA Cleinaldo Costa enumerou alguns dos problemas que torna inviável o curso de medicina em Parintins, Foto: Diego Janatã

Cleinaldo de Almeida Costa e Márcia Baranda se reuniram neste sábado, dia 10

A candidata à Prefeitura de Parintins, Márcia Baranda (PMDB), se reuniu no início da tarde deste sábado, dia 10, com o reitor da Universidade do Amazonas (UEA), Cleinaldo de Almeida Costa para abordar possíveis parcerias entre a universidade e a prefeitura do município. Durante o encontro, Costa considerou inviável a ida do curso de medicina para Parintins.

Segundo o reitor, logo no 1º período o aluno de medicina já encontrará dificuldade, pois Parintins não conta com um laboratório para a aplicação da matéria de Fundamentos de Anatomia Humana, onde se usa cadáveres de indigentes para estudo.

Já no 7º período, os universitários terão a matéria de Doenças Infecciosas e Parasitárias, tendo necessidade de um hospital especializado que só tem na capital, e no 12º período, se faz necessário estágio em oncologia, que os alunos passam na Fundação Cecom. Além disso, até hoje, Parintins não conta com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), espaço necessário para o desenvolvimento das atividades do ensino médico.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais respeitadas do Brasil, implantou o curso de medicina no município de Macaé em 2009. Dois anos depois, a unidade que teria capacidade para 30 alunos não contava, por exemplo, com um laboratório de anatomia. No mesmo ano, os universitários recorrem ao Ministério Público Federal na esperança de que o problema fosse resolvido. Até 2014, eles seguiam sem a resolução dos problemas estruturais e de docência.

CRESCIMENTO

Para o crescimento de Parintins, o reitor visualiza que a melhor solução seria a implantação dos cursos de Engenharia Civil, Tecnologia e Produção de Alimentos e Tecnologia Produção Pesqueira e Agroecológica. “Com isso, o município conseguiria fortalecer o setor primário, para que a cidade seja um polo produtor e viva da sua produção de farinha, peixe, entre outros, com possibilidade exportação estadual, nacional e internacional”, comentou.

Outro problema detectado por Costa é a falta do curso de Turismo, tendo em vista que Parintins é uma cidade extremamente turística e precisa estar apta durante o Festival Folclórico de Parintins, na Festa de Nossa Senhora do Carmo e que, além disso, possa explorar, de forma responsável, as belezas naturais da cidade.

CONVÊNIOS

Para melhoria da área da saúde, a universidade sugere uma série de convênios com a Prefeitura de Parintins. Dentre eles o “Jovem Doutor”, já existente na Universidade de São Paulo (USP), e que utiliza universitários de medicina, enfermagem e odontologia ações de saúde pública para fortalecer a medicina preventiva, evitando assim que a população adquira doenças e outros problemas de saúde.

O curso de farmácia, que já é uma realidade viável, pode ser a solução para um problema persistente em Parintins. Neste convênio com a prefeitura, os laboratórios já existentes na universidade, seriam equipados para a realização de exames de análises clínicas da rede de saúde municipal.

O Telesaúde, que já existe no Centro de Saúde Francisco Galliane, deve ser ampliado em outras unidades para que o profissional que não esteja na cidade, possa atender à distância, oferecendo maiores possibilidades de tratamento e proporcionando uma rapidez na solução do atendimento.

INTERCÂMBIO

Outros dois projetos viabilizados entre a prefeitura e a universidade, seriam o do intercâmbio nacional e internacional. Para os alunos de Parintins que estivessem na capital, a prefeitura aumentaria o aporte financeiro já existente, utilizando a verba paga por alunos de outros países em suas hospedagens, garantindo assim melhoria na qualidade de vida dos universitários que estão longe de casa e de suas famílias. “Tais medidas certamente mudariam o cenário da cidade e ajudariam em seu crescimento”, finalizou.

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