Renato Fragata acusado de estupros em Parintins e Iranduba é condenado a mais de 28 anos de prisão

Renato Fragata é acusado de mais de 60 estupros. Ficou conhecido como o “feiticeiro da Amazônia”

Da Redação | Parintins 24 horas

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O Blog do Jornalista Marcos Santos publicou com exclusividade neste sábado, 2, a informação de que Renato Reis Fragata, 32, foi condenado a 28 anos e oito meses de prisão. A sentença foi dada pelo Juiz Jorsenildo Dourado do Nascimento, da 1ª vara criminal de Iranduba no dia 21 de março. Renato é acusado de cometer dezenas de estupro contra adolescentes e jovens dos municípios de Parintins e Iranduba. Ele ficou conhecido como “o feiticeiro da Amazônia” e ganhou repercussão nacional.

O processo de Renato corre em segredo de Justiça por envolver menores em situação de constrangimento. Ele foi preso em 2013, em Parintins, solto três meses depois ele viajou para Iranduba onde teria cometido outros crimes. Ao retornar a Ilha Tupinambarana ele voltou a ser preso por ordem da juíza Rosália Guimarães Sarmento, então em Iranduba, e transferido para Manaus, onde permanece preso.

Ele ainda tem direito a recurso, mas, conforme a sentença de Jorsenildo, ficará recluso. A investida de Renato que o levou à prisão atingiu cerca de 20 adolescentes, alunas da Escola Municipal Creuza Abess Farah, em Iranduba. Apenas dois dos casos de estupro, porém, ficaram cabalmente provados nos autos do processo e o levaram à condenação. Testemunhas disseram que ele oferecia, para obter a graça pretendida, as opções de matar os pais, matar um animal e beber o sangue ou manter relações sexuais com ele. Um funcionário da escola de Iranduba testemunhou no processo que as vítimas passaram a faltar aula e declarar crença em bruxarias. Renato tornava crível seu misticismo com mudança de voz durante orações e se queimando com cera quente, além de ameaçar de morte familiares das vítimas, entre outros artifícios. Ao depor, em juízo, ele negou tudo e chegou a dizer que “é católico e não sabia nada de magia negra”.

Renato chegou a usar uma menor, que dizia ser namorada dele, para atrair as vítimas para o “grupo de rock” ou “grupo de dança” e há sinais de que ela participava da dopagem das vítimas que se recusavam a aceitar os argumentos místicos dele. Os depoimentos mostram que várias adolescentes foram convencidas a entregar a virgindade a ele, que não demonstrava qualquer apego à dignidade humana.

 O juiz afirma, na parte da sentença, que “o modus operandi do acusado não demonstra apenas a sua forma cruel e desumana, mas e, principalmente, a importância da família e da escola na formação de nossos jovens…” Em outro trecho acrescenta que “as vítimas deste processo não são apenas vítimas do acusado, mas, também, de um sociedade que, a pretexto de garantir a não intromissão na vida dos filhos, permite que eles sejam criados sem limites, colocando-os numa situação de fragilidade social, tornando-os presas fáceis de estupradores, traficantes e outras formas de delinquência”. Jorsenildo lembra que as consequências do crime “fulminam para sempre” as vítimas que “jamais” se recuperarão dos traumas.

Com informações do Blog do Marcos Santos

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