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Repórter de O Globo é agredido por seguranças de Lula. Entidades repudiam e pedem punição

O jornalista Sergio Roxo, repórter de O Globo, foi agredido ontem, dia 26, por um segurança de Luiz Inácio Lula da Silva. O incidente aconteceu durante a passagem da caravana do ex-presidente em Francisco Beltrão, no interior do Paraná.

Ao tentar filmar a equipe de seguranças agredindo dois manifestantes anti-PT, Roxo foi abordado por um deles, que ordenou que o repórter parasse com a filmagem. Logo em seguida, outro agente se aproximou e também ordenou que Roxo apagasse o conteúdo de seu celular. O jornalista se recusou e levou um soco na orelha esquerda.
A polícia militar chegou em seguida e manifestantes provocaram a equipe de segurança. Nesse instante, o agente que agrediu o repórter já havia deixado o local. A PM escoltou a saída dos seguranças.
Segundo o jornal O Globo, a assessoria do PT informou que lamenta o ocorrido e vai apurar o episódio. O partido acrescentou ainda que “é contra qualquer violência e toda a segurança da caravana é instruída a respeitar o trabalho da imprensa e a tratar a todos de maneira cortês.” a assessoria de Lula informou que o ex-presidente repudia qualquer ato de violência e que vai apurar o ocorrido.
Entidades de imprensa repudiaram a ação dos seguranças do Lula e pedem que os mesmos sejam punidos. “Além de injustificável ato de violência, foi lamentável tentativa de impedir o livre exercício do jornalismo. O trabalho dos jornalistas é levar os fatos ao conhecimento público e quem busca prejudicar essa missão está agredindo os próprios cidadãos, e, acima de tudo, afrontando o princípio maior da liberdade de imprensa”, disse, em nota, a Associação Nacional dos Jornalistas (ANJ).
“Toda e qualquer agressão a um jornalista é um atentado à liberdade de expressão. É preciso que a sociedade, as forças de seguranças e os políticos respeitem o trabalho do profissional. No caso, apesar de ter uma contextualização, o repórter estava fazendo o trabalho dele e precisa ter assegurado o direito de exercer sua profissão”, afirmou Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) emitiu uma nota de repúdio contra o incidente e pediu a apuração e punição do responsável. “São extremamente preocupantes os atos de violência que tentam impedir a livre e necessária atuação da imprensa. Nada justifica ações como esta, que demonstram intolerância e desconhecimento do real papel dos veículos de comunicação de informar a sociedade sobre assuntos de interesse público”, diz a manifestação da Abert.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também divulgou uma nota de repúdio do início da noite. No texto, além de lamentar o ocorrido desta segunda-feira, a entidade menciona outros casos recentes de violência contra jornalistas, nos quais os profissionais foram agredidos por diferentes grupos de manifestantes e por policiais militares.
“A Abraji repudia toda e qualquer agressão a jornalistas no exercício da profissão. O uso de violência contra jornalistas atenta diretamente contra a liberdade de expressão – a mesma que garante a realização de protestos e de comícios políticos. Atacar um jornalista é comprometer um dos fundamentos da democracia, o acesso à informação”, diz o texto.
Com informações do Portal Imprensa
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