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Rio Amazonas fotografado pela Estação Espacial Internacional

Fig01: Rio Amazonas fotografado pela ISS.

Então, lembra-se que nesta coluna havíamos adiantado que a ISS estava a cruzar o céu do Amazonas? [conferir a matéria no link: https://www.parintins24hs.com.br/iss-passa-sobre-o-ceu-da-regiao-do-norte-do-brasil].

Para quem não se recorda, a sigla ISS significa “Estação Espacial Internacional” [do inglês: International Space Station]. Trata-se de um verdadeiro laboratório espacial completo, que possibilita a realização de experimentos “à gravidade zero”. A ISS levou catorze anos para ser finalizada, ou seja, a montagem de este laboratório iniciou em 1998 e findou em 2011 – detalhe, todo esse processo ocorreu com a ISS orbitando a Terra.

Tecnicamente, a ISS está a operar em órbita baixa, isto é, a Estação Espacial Internacional está dentro de uma faixa situada entre 340 e 353 quilómetros acima da superfície terrestre, consequentemente, ela pode ser avistada à vista desarmada por qualquer pessoa.

Como a ISS apresenta uma velocidade média de    27,7 mil quilómetros por hora, logo, em apenas um dia a Estação Espacial Internacional realiza quase 16 voltas completas ao redor da Terra (exactamente são 15,7 órbitas por dia).

E por qual motivo estamos a falar de tudo isso? A resposta encontra-se no simples facto de a Estação Espacial Internacional envolver vários programas espaciais, entre os quais, destamos dois: a ESA e a NASA, ambos são parceiros do NEPA/UEA/CNPq. Um instante, e qual é a relação entre uma cousa  e  outra? Então, se fosse  apenas um hobby, a ISS teve de 1998 até 2015 para tirar uma foto do Rio Amazonas, e nunca a fez. Passaram-se 17 anos e nenhuma fotografia, nenhum registo do nosso querido Amazonas.

E agora, 18 anos depois, justamente na semana que o NEPA/UEA/CNPq anunciou a passagem da ISS não é de ver que surgiu esse lindo registo? Para quem ainda está confuso e/ou tem alguma dúvida, vamos então aos esclarecimentos. O facto é que hoje, 2016, o Amazonas é o único Estado Brasileiro com projecto aprovado pela União Astronómica Internacional e UNESCO e que tem também o representante brasileiro junto à PLOAD e ST/Brasil.

O Planetário Digital de Parintins é representante legítimo do Brasil junto ao programa internacional de

Astronomia nos países lusófonos. Parintins está sim no mapa mundial da Astronomia e, claro, uma beleza ímpar, inigualável

como o Rio Amazonas não poderia cair em esquecimento e/ou ficar rejeitada por 17 anos, não é verdade?

Aqui, o NEPA/UEA/CNPq gostaria de reforçar os nossos agradecimentos à ESA e à NASA, que através deste registo presenteia o povo do Amazonas, e da região norte como um todo, com essa linda imagem.

Se você ainda estiver incrédulo, convidamos você mesmo a acessar o site da ESA e da  NASA, as imagens  estão disponíveis para qualquer  pessoa. Isso mesmo, imagem do nosso querido Rio Amazonas está no banco de dados de agências espaciais internacionais. Ou seja, esse é o registo que  a ISS cruzou o céu do Amazonas-e mesmo  estando visível a olho nu no céu amazonense- a Estação Espacial Internacional fez questão de  afirmar publicamente que  seus olhares estavam para o Amazonas/Brasil.

Eis o poder  da Cultura, do Folclore e da Ciência de um povo. O Amazonas é sim conhecido pelo belíssimo Festival de Parintins, mas também é conhecido pela Astronomia desenvolvida no maior Estado brasileiro.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA/UEA/CNPq, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD/Brasil e ST/Brasil, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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