-Publi-A-

Sem transporte, população revoltada quebra ônibus e terminal em Manaus

No sétimo dia consecutivo de greve dos rodoviários, mais uma vez milhares de passageiros foram às paradas e terminais nas primeiras horas desta segunda-feira(4) e não tiveram os serviços de transporte público à disposição da população. Desta vez, cerca de 70% da frota das nove empresas concessionárias saíram das garagens, mas ficaram paradas logo em seguida dentro dos terminais da capital.

A ausência da circulação de coletivos pelas ruas e avenidas da capital deixou a população revoltada. Dezenas de passageiros perderam a cabeça e passaram a depredar ônibus e terminais. Até o momento, não há informações sobre a quantidade de veículos e terminais que sofreram danos. O Terminal 4, Zona Leste, parece ser o mais afetado.

Movimento grevista dos rodoviários já dura uma semana | Foto: Ione Moreno

O monitoramento da saída dos veículos das garagens ficou a cargo da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Para hoje, estava prevista a circulação de 30% da frota, apesar da liminar judicial expedida neste domingo (3) pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que prévia, no mínimo, 75% dos ônibus trafegando normalmente.

Segundo o Sinetram, 844 veículos saíram às 4h das empresas – percentual próximo a 70% de toda a frota na cidade – mas, quando os motoristas chegaram aos terminais de linha da cidade, decidiram enfileirar os coletivos em linha, impedindo a circulação do transporte público.

Os terminais de algumas linhas, situados na Vila Marinho e no conjunto Augusto Monte Negro, ambos na Zona Oeste, o do bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, o de Petrópolis, Zona Sul, e o Terminal 4, na Zona Norte, estão com diversos coletivos parados. Apesar disso, o sindicato ainda afirmou que poucas frotas estavam circulando em alguns pontos da cidade, mas não pôde dar um número exato de veículos.

Fiscais da SMTU estavam monitorando presencialmente a saída dos coletivos das garagens e disseram que o percentual de frota variava de empresa para empresa.

“Algumas saíram com mais ônibus rodando que outros. A (empresa) Expresso Coroado, por exemplo, saiu com quase 70%. Já a São Pedro, ficaram com os coletivos parados na guarita das empresas”, afirmou um fiscal.

A reportagem tentou contato com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), que estão a frente das paralisações do transporte público, porém até a publicação desta matéria não houve retorno.

O movimento grevista dos rodoviários é em prol do reajuste salarial e o pagamento do dissídio coletivo 2018/2019.

Com informações do Em Tempo

você pode gostar também