Sessão que votaria cassação do Prefeito de Maués foi encerrada de forma irregular

A Sessão Especial dessa sexta-feira (17) da Câmara Municipal de Maués, que tratava do Relatório da Comissão Processante que pedia Cassação do prefeito de Maués Pe. Carlos Góes, por falta de transparência, foi encerrada.

Na semana passada Maués apareceu em 2º lugar no ranking do Ministério Público Federal no que se refere à transparência.

Tão logo iniciou a sessão a Presidente Ana De’ Carlli, anunciou a suspensão, uma vez que o vereador membro da Comissão, Luiz Rodolfo (Puri), pediu vistas do processo. Em seguida anunciou uma nova data que será agendada no prazo de três dias.

A manobra feita pela oposição foi duramente criticada pela defesa do prefeito, uma vez que a analise do relatório cabe apenas em Comissões Permanentes e se tratava de uma Comissão Processante.

De acordo com o Presidente da Comissão vereador Adal Santos e o relator Ary Menezes, o vereador Puri, estava inteirado da matéria e de toda a documentação.

“O vereador Luiz Rodolfo, apresentou seu voto desfavorável ao relatório. Logo, a decisão da presidente da Casa, é equivocada, ao suspender a sessão sem ouvir as justificativas dos demais integrantes da comissão ou analisar de fato a situação exposta”, disse o relator Ary Menezes. O vereador Puri está sendo alvo de gozação dos colegas parlamentares.

O advogado de defesa do prefeito, Miquéias Fernandes, criticou a atitude e os erros constantes que vem sendo cometidos pela Presidência. “Para tirar a Dilma, por exemplo, o parecer foi do Tribunal de Contas da União. A Câmara não tem o direito de ficar perseguindo o prefeito para criar dificuldade a sua administração. Nenhuma lei nesse país protege esse tipo de ato”, disse.

Ele relatou os atos irregulares que vem sendo cometidos pela Presidente e sua assessoria. lembrando a Lei que tratava dos R$ 9 milhões da orla de Maués. “Foi preciso que os vereadores da base fossem a justiça. Quando veio a liminar ela não deu notícia e suspendeu por 20 dias o funcionamento das sessões plenárias. Há um grave erro, não conhecem o que é sessão plenária e reunião plenária que são coisas distintas e não se confundem”, disse o advogado.

Para o advogado está clara a perseguição que não atrapalha o prefeito, mas a população. “Se eles tivessem certeza de alguma coisa representariam ao Tribunal de Contas e eles mandariam alguém aqui. Os vereadores não têm competência para analisar, infelizmente eles não entendem de contabilidade” argumentou.

Fernandes disse ainda que o parecer do relator está dentro da lei porque não é baseado em fofocas. “Eles não provam nada. Não vejo motivo pra existir Comissão Processante é simplesmente para atrapalhar. Mas, as pessoas têm direito de galgar cargos”, finalizou.

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