Socorro Guedes deu efeito suspensivo e deixou Melo no cargo, mas agora tecnicamente cassado outra vez a decisão será de Yedo

O desembargador Yedo Simões, novo presidente do TRE-Am será quem decidirá desta vez a respeito do efeito suspensivo

Um dos momentos mais aguardados no final do ano passado não só pela comunidade jurídica do Amazonas, mas também pela população do estado, foi o resultado do julgamento do processo que pedia a cassação do governo José Melo (PROS).

Por decisão unânime do plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Melo foi cassado por 6 votos a zero. Mas Eduardo Braga (PMDB), o segundo colocado nas eleições de outubro de 2014, não assumiu.

A desembargadora Socorro Guedes, então presidente do TRE, se encarregou de jogar uma ducha de água fria nas expectativas de Braga e de todos aqueles que aplaudiram a decisão unânime daquela corte de justiça eleitoral que admitiu que o então candidato praticou crime eleitoral para se eleger.

Socorro Guedes, também, entendeu assim. Mas preferiu aceitar a inadmissibilidade e mandar o processo para a instância superior para garantir, segundo ela, a estabilidade do poder.

Com essa decisão, Socorro Guedes garantiu a estabilidade do poder pelo menos até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se posicione. O que a ex-presidente do TRE conseguiu, entretanto, foi segurar a incompetência de um governador que jogou no fosso a saúde do estado.

Ao não dar posse imediata a Eduardo Braga, Socorro Guedes não seria co-responsável pelo caos estabelecido pelo governo José Melo na área de saúde? Não seria ela co-responsável pela insuportável e criminosa estatística de mortes em todo o Amazonas decorrentes da polícia de contenção de despesa irresponsavelmente colocada em prática por José Melo?

O pleno do TRE se reúne para concluir o julgamento de um outro processo, permeado com fortes indícios de crime eleitoral, que pode cassar pela segunda vez o mandato de José Melo.

Aliás, cassado ele já foi na medida que, na sessão de terça-feira, 28, quatro juízes já se manifestaram à favor da cassação. Se os dois juízes que ainda não votaram, também, forem a favor da cassação, então tudo se repete.

Só que, agora, a decisão de dar posse imediata ou não a Eduardo Braga não está mais nas mãos de Socorro Guedes, mas do desembargador Yedo Simões, atual presidente da entidade.

Independentemente da decisão a ser adotada por Yedo Simões, o governo José Melo perdeu a credibilidade para governar ainda que seja a cozinha do Palácio da Compensa.

José Melo ousou tirar sem a menor consideração o direito à saúde do povo amazonense.

Enquanto abria os cofres públicos para contratação de empresa para cuidar das Olimpíadas em Manaus; para comprar sala de luxo para abrigar funcionários da inoperante Arsam e, ainda, mandar 500 policiais para o Rio de Janeiro, ele se encarregava, pessoalmente, de fechar Caics, Caims, SPAs, entre outros.

Do Fato Amazônico

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