“Somente o jornalismo evitará a morte do jornalismo”, avalia presidente da Fenaj

Em artigo publicado nesta terça-feira (29/3) no jornal Zero Hora, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Augusto Schröder, comparou o comportamento da imprensa no período do golpe militar de 1964 com o cenário político atual do Brasil.

“Hoje, os atores são praticamente os mesmos, porém em papéis diferentes. O golpe em andamento foi gestado a partir da mídia, adotado pela Fiesp e continua sendo amparado pela venalidade do parlamento e do Judiciário”, explica.
A diferença, segundo ele, é que a Justiça atua como avalizadora e a mídia como as novas forças armadas, “que usam a mentira, a meia verdade, a calúnia, a difamação e a desinformação no lugar do canhão e do tanque.”
Diante do impasse, os jornalistas precisam escolher entre respeitar seus compromissos éticos ou se submeter aos interesses das empresas. “De maneira que, desta vez, nós, jornalistas, estamos no centro do furacão. Queiramos ou não, somos os novos protagonistas. Só nos resta escolhermos os papéis. E esta performance será cobrada pelo resto dos nossos dias”, pondera.
Para ele, o jornalismo e os profissionais de imprensa não podem “trair a memória” dos colegas no passado nem rejeitar o exercício de sua atividade que contribuiu para que o país superasse suas dívidas e impasses e permitiu a reflexão e rumos necessários para que a esfera pública existisse. “Somente o jornalismo evitará a morte do jornalismo e da democracia com ele”, finaliza.
Fonte: Portal Imprensa
você pode gostar também