Suspeito de matar e esquartejar mulher grávida por passar informações a grupo rival é preso, diz polícia do AM

Homem foi preso nesta terça-feira (12) em Manaus — Foto: Divulgação

Foi preso nesta terça-feira (12) um dos suspeitos de matar e esquartejar uma mulher de 25 anos que estava grávida, em janeiro de 2018, no bairro Alvorada, Zona Oeste de Manaus. O suspeito, de 24 anos, estava foragido e foi localizado pela Polícia Civil com ajuda de denúncias da população.

Além dele, outros três suspeitos de envolvimento no caso foram denunciados na época. A irmã dele, que chegou a ser presa e hoje utiliza tornozeleira eletrônica, um homem que está preso, e um quarto suspeito, que encontra-se foragido.

Segundo o titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Aldeney Goes Alves, o detento não resistiu à prisão e optou por se manter em silêncio durante a ação.

“Populares denunciaram que ele estava no Alvorada 3 com a esposa. A equipe começou monitorar as ruas e descobriu onde era casa dele, onde efetuamos a prisão”, explicou.

O delegado contou a reportagem que, questionado sobre as circunstâncias da morte, o preso não confessou o crime, tampouco se declarou inocente.

O corpo da vítima foi encontrado esquartejado no bairro Alvorada. O grupo criminoso, segundo relatório da Polícia Civil, desconfiava que a mulher repassava informações para a polícia e para rivais.

“Ela era usuária de drogas e, no dia em que foi morta, eles desconfiaram que ela tinha ido ao beco onde eles traficam para sondar se o grupo estava lá e avisar o rival. Os suspeitos a pegaram, com intenção de torturá-la para confessar, mas perderam o controle”, contou.

A decisão de desmembrar o corpo da vítima teria partido do grupo, ainda conforme relatório policial, e não de um suposto líder da organização. “Eles jogaram a vítima na área perto do grupo rival para confundir as investigações”, afirmou Aldeney Goes.

O suspeito realizou exame de corpo de delito na tarde desta terça (12) e será mantido no 19º DIP enquanto aguarda audiência de custódia. Ele será indiciado por homicídio triplamente qualificado e aborto causado por terceiros. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Com informações do g1

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